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Arquivos de Família em Portugal

Sexta-feira, Outubro 30, 2009 Publicado por Paulo Sousa

Na sequência das Jornadas sobre Arquivos de Família (Épocas medieval e Moderna), e em função do interesse despertado pelo tema, o
Instituto de Estudos Medievais, o Centro de História de Além Mar, a Direcção-Geral de Arquivos e a «Pro Associação de Proprietários e amigos dos arquivos de família», irão levar a cabo um conjunto de actividades destinadas a promover a salvaguarda e o estudo dos arquivos de família.

Entre Outubro de 2009 e Setembro de 2010, com actividades agendadas para a Faculdade de Ciências Sociais e Humanas da Universidade Nova de Lisboa e na Torre do Tombo, irá desenvolver-se o Programa anual de actividades de sensibilização para a importância de um património em risco, na FCSH e na Torre do Tombo.

A primeira actividade teve lugar no dia 24 de Outubro, na Torre do Tombo. Da parte da manhã foram proferidas as Conferências inaugurais do Programa: Os arquivos de família e a política nacional de arquivos (por Silvestre Lacerda, Director-Geral da DGARQ), e Olhares diversos sobre um arquivo de família na posse dos proprietários e aberto aos estudiosos (por António Vasco de Mello, Pedro Urbano e Luís Espinha da Silveira. Da parte da tarde teve lugar um workshop sobre noções básicas de arquivística e sobre organização, conservação e difusão de acervos de família, destinado a proprietários de arquivos de família e outros interessados.

As actividades futuras podem ser consultadas em: Arquivos de Família

Fonte: Newsletter da APBAD

in http://a-informacao.blogspot.com/

Aldeia de Piódão - Blogue


http://piodao.blogs.sapo.pt

Chopin e a praia da Nazaré, Portugal




Uma tarde de Agosto, morno.
Chopin e a praia da Nazaré, Portugal.
Chopin com o marulhar das ondas, uma combinação musical perfeita para os meus sentidos.

Alterações climáticas reflectem-se no impacto espacial das secas

Alentejo é uma das regiões mais afectadas pelas secas


Nos últimos 30 anos as secas têm-se tornado geograficamente mais extensas em Portugal, revela estudo do Instituto Superior Técnico- 2009-07-07



Investigadores do Instituto Superior Técnico (IST) constataram que em Portugal, desde os anos 70, os fenómenos meteorológicos extremos têm gradualmente uma extensão espacial cada vez maior. Cada nova seca ou cheia tende a abranger mais território do que as anteriores.


Este estudo é parte integrante do projecto Europeu SADMO – Sistema para Avaliação de Desertificação no Mediterrâneo Ocidental e de um outro financiado pela FCT, CIDMEG – Sistema de Informação da Desertificação para a Margem Esquerda do Guadiana.


Os investigadores do CERENA (Centro de Recursos Naturais e Ambiente do IST) e do ICAAM - Instituto Ciências Agrárias e Ambientais Mediterrânicas (U. Évora) estudaram a variabilidade espacial de indicadores de secas, moderadas e extremas, e concluíram que, quando ocorrem, são cada vez mais extensas geograficamente.

Espanha já constatou este fenómeno de maior homogeneidade espacial das precipitações extremas, com a grande seca de 2007/2008 que teve particular incidência na Catalunha. Quando ocorre uma seca já não há regiões com excesso de água.



Secas têm-se tornado mais intensas no Sul de Portugal



Nos referidos projectos os resultados mostram também que a intensidade das secas aumentou significativamente desde 1940. As zonas costeiras do Algarve e os conselhos de Castro-Verde, Aljustrel, Mértola, Beja e Odemira são os que apresentam uma maior tendência para o aumento da intensidade das secas.



Estas conclusões sobre impactos locais de curto e médio prazo das alterações climáticas estão em consonância com estudos recentes de outros países. Um relatório do governo dos Estados Unidos (do «U.S. Global Change Research Programme») lançado em Junho faz uma avaliação local, ao nível do país, do impacto das alterações climáticas e salienta as secas como um dos efeitos mais violentos que se vão sentir a curto prazo.



É com esta nova realidade, constatada por estes projectos, que Portugal tem de conviver particularmente na gestão da água e gestão das bacias hidrográficas.



Artigo: Indices of precipitation extremes in Southern Portugal – a geostatistical approach, in «Natural Hazards and Earth System Sciences»R. Durão, M. J. Pereira, A. Soares (CERENA, Instituto Superior Técnico, Lisboa), A. C. Costa (ISEGI, Universidade Nova de Lisboa, Lisboa), J. M. Côrte-Real (ICAAM, Universidade de Évora, Évora) http://www.nat-hazards-earth-syst-sci.net/9/241/2009/nhess-9-241-2009.html


in http://www.cienciahoje.pt/index.php?oid=33105&op=all

Eleitor em reflexão...


Existe algo de estranho nas últimas campanhas eleitorais para o Parlamento Europeu. Há quatro anos foram os actos trágicos que todos gostaríamos que não tivessem existido. Custaram a vida de um homem, por acaso cabeça de lista, que a democracia portuguesa tão necessita. Quem causou aquela morte estúpida no mercado de Matosinhos passou impune e. ao que parece, até foi promovido a chefe de gabinete ministerial. Elementos dos próprio partido se encarregaram do acto vil que ficou esquecido com a promoção da viúva a primeira figura.
Este ano, elementos nefastos da nossa democracia agrediram, em Lisboa-Martim Moniz, outro cabeça de lista às eleições com o pronto apoio e aplauso aos agressores por parte da cúpula do partido a que pertencem. O sindicalismo e a luta de trabalhadores convertida em luta politica de oposição ao governo.
Apenas escaramuças, comparadas com a tragédia das eleições anteriores. Contudo está animada a campanha com discursos inéditos neste eterno pântano de cumplicidades do bloco central. Os casos fraudulentos e nefastos para economia do país e as finanças dos portugueses entremeados com suspeitas de irregularidades de um centro comercial, deram o mote. A Europa deixou de ser, como devia, o foco da campanha, para dar lugar às acusações mútuas sem justiça à vista. Os problemas dos portugueses e o desespero dos desempregados, mais uma vez são relegados para as calendas...
Está interessante o discurso livre de Vital Moreira e as denúncias oportunas de Marinho Pinto a apelar à abstenção, como fosse preciso com tão pouca confiança que os políticos conseguem granjear. Manuela Moura Guedes continua a conquistar prémios de incompetência e aquela cara já só serve para assustar as criancinhas e para as lembrar que os "Morangos Com Açúcar" já acabaram...

ASSIM ERA PORTUGAL II

UM PAÍS SOMBRIO COM MUITO SOL

A propaganda ao sol não conseguia esconder o bucolismo de uma sociedade atrasada social e politicamente. Fomos todos a Aldeia da Roupa Branca, retrato fiel e involuntário de um país que desejava mudar contra a vontade do ditador e da sua oligarquia.

A mensagem da primeira quadra - "Ó rio não te queixes, Ai o sabão não mata, Ai até lava os peixes, Ai põe-nos cor de prata." - faz-nos lembrar um país lavadinho e ignorante. Os rios eram imensos tanques para a função mais nobre do paradigma, imposto na altura, da mulher portuguesa fada/escrava do lar, a de lavadeira que levava a vida a cantar.

Aldeia da Roupa Branca
Beatriz Costa
Composição: Raul Portela, G. Chianca, A. Curto
Ó rio não te queixes,
Ai o sabão não mata,
Ai até lava os peixes,
Ai põe-nos cor de prata.
Três corpetes, um avental,
Sete fronhas, um lençol,
Três camisas do enxoval,
Que a freguesa deu ao rol.

Água fria, da ribeira,
Água fria que o sol aqueceu,
Velha aldeia, traga a ideia,
Roupa branca que a gente estendeu.
Um lençol de pano cru,
Vê lá bem tão lavadinho,
Dormindo nele, eu e tu,
Vê lá bem, está cor de linho.

ASSIM ERA PORTUGAL I

Portugal de Salazar, em 48 segundos:



Um Portugal mais branco num passado negro

Nostalgia de um Portugal simples e amordaçado, e de um povo "estúpido, mas casto", como, com carinho e paternalismo, Salazar nos gostava de mimar... A indústria dos detergentes, sempre a pensar no bem estar da fada do lar portuguesa, excede-se a si própria na senda de tornar o mundo mais branco... Reparem na subtileza das cores... a preto e branco...

Uma petição...

Joaquim Jorge


"Uma petição por principio é feita para se fazer algo que não se fez ou fez-se mal e pretende-se alterar ou evitar que se faça. Agora corre na Net por iniciativa de Daniel Oliveira , Pedro Sales e Pedro Vieira uma petição "sui generis" para que Dias Loureiro se demita do Conselho de Estado depois de todas as trapalhadas no caso BPN. Como sabem a lei não permite a quem preside a este órgão que possa demitir os seus membros. Daí a única hipótese é o próprio membro demitir-se ,mas como Dias Loureiro não vai fazê-lo . Determinados actos como este de falta de vergonha e respeito pelos cidadãos , mas também por que não dizê-lo , por nós próprios leva a este divórcio politica / cidadãos. Parece que os nossos políticos tirando raras excepções tem cola bostick nos lugares , isto é, nas cadeiras do poder que ocupam . Ao que chega este país ter que fazer uma petição para um político se demitir . Claro que os efeitos práticos são nulos mas é uma acto simbólico cheio de significado."

Desemprego


José Magalhães in http://clubedospensadores.blogspot.com/2009/02/desemprego.html

Só no mês de Janeiro, mais 70 000 desempregados inscritos nas listas.
Está tudo descontrolado, e o governo vem dizer que tudo estava previsto. Já se sabia, dizem, quando há bem pouco tempo diziam que iríamos ultrapassar esta crise com uma perna às costas.
Está tudo doido neste nosso país, que apesar de tudo, continua a dar votos ao partido do governo, para já virtuais, nas sondagens que se vão fazendo por aí.
Estes números são de arrepiar os cabelos e de se ficar realmente assustado. A meta dos 8%, vai ser claramente ultrapassada, e o governo diz que já tomou as medidas necessárias para ultrapassar tudo isto, e que agora só resta esperar. E enquanto se espera, lá vão aparecendo mais uns milhares de desempregados por dia.
O que me parece é que ninguém sabe o que há-de fazer, nem como, e lá vão dizendo umas coisitas aqui e outras ali, para nos taparem os olhos com a peneira.
E quem se vai lixando, é como de costume, o mexilhão (nome pomposo a dar aos Portugueses que dependem do trabalho para sobreviver).



À Espera de D. Sebastião

Quando busco as minhas primeiras lembranças da aprendizagem pré escolar, que naquela tempo não existia oficialmente e estava destinada às mães que acompanhavam os primeiros anos e decisivos da nossa existência, reencontro a minha iniciação na triunfal história portuguesa através do saber de uma mulher que tinha sido professora primaria regente - a minha mãe. Natural do Reguengo Grande, ali corria a lenda, que já tinha ultrapassado fronteiras, de que D. Sebastião haveria de aparecer numa manhã de nevoeiro subindo a cavalo o vale cornaca.
Nunca deixei de acreditar na veracidade desta lenda e ainda espero te tal aconteça naquela que é das mais belas paisagens que alguém pode admirar. Sempre me senti confortável com a ideia do regresso de rei tão desejado na terra da minha mãe. Mas os mitos são sacrificados pela realidade e ei-lo hirto no local mais insuspeito:


"(..)Freguesia rural interior do concelho, situada no planalto de cesaredas; monumentos; homenagem aos mortos da guerra colonial e cruzeiro à restauração da nacionalização(1640), museu rural, parque da urbanização; junta, centro saúde; casas artesanato; lagar de vara, parque merendas e infantil e outros; moinhos de vento; pontes romanas, caminhos pedestres, os seus montes e vale, de onde se salienta o vale cornaca, são zonas de reserva de linda beleza, visitados por muitos forasteiros, Reguengo Grande é uma freguesia cheia de interesse com vistas espectaculares."


"Portugal está mais TICnológico?"

"Só 20 por cento da população adulta portuguesa completou o ensino secundário. Dos 5 milhões de portugueses que integram a população activa só metade tem a escolaridade obrigatória, quando na OCDE a média é de 70 por cento. No que diz respeito aos jovens, 485 mil estão no mercado de trabalho sem terem terminado o ensino secundário. Metade nem sequer concluiu o nono ano de escolaridade."

in http://www.semanainformatica.xl.pt/912/est/100.shtml - Semana Informática,
De Cristina A. Ferreira / Casa dos Bits, Semana nº 912 de 23 a 29 de Janeiro de 2009 sob o título "Portugal está mais TICnológico?"

PROJECTO SOS Azulejo

A propósito da REPORTAGEM sobre o PROJECTO SOS Azulejo no passado dia 21.01.09 no Noticiário da noite na SIC

Quinta-feira, 29 de Janeiro de 2009 no blogue http://inesverissimomartins.blogspot.com

À semelhança de canais televisivos e de agências noticiosas estrangeiros que se interessaram pelo projecto SOS Azulejo desde o seu início, a SIC realizou uma reportagem sobre o projecto e a problemática da Salvaguarda do Património Azulejar português, que passou no noticiário da noite de 21.01.09. Muito embora o conteúdo ou perspectivas desta reportagem não sejam do conhecimento nem da responsabilidade do Projecto SOS Azulejo, não pude deixar de noticiar esta louvável iniciativa, pois poderá contribuir para a causa da conservação dos azulejos históricos e artísticos portugueses.

Aproveito para divulgar aqui este Projecto “SOS Azulejo” que é de iniciativa e coordenação do Museu de Polícia Judiciária (MPJ), órgão do Instituto Superior de Polícia Judiciária e Ciências Criminais (ISPJCC), e que nasceu da necessidade imperiosa de combater a grave delapidação do património azulejar português que se verifica actualmente, de modo crescente e alarmante, sobretudo por furto, mas também por vandalismo e incúria.
De facto, o património histórico e artístico português não se perde apenas por motivos criminais, mas também por ausência de cuidados de conservação: relações de causalidade tornam a prevenção criminal e a conservação preventiva deste património indissociáveis.
Desta abordagem global e multidisciplinar nasceu a necessidade de obtenção de parcerias de diversas entidades, das quais gostava de destacar o Instituto Politécnico de Tomar (IPT)e convidar todos os interessados a visitarem o site onde podem conhecer todos os conteúdos relativos ao Projecto, incluindo actualização de imagens de azulejos furtados procurados pela polícia(para dificultar a sua circulação nos circuitos comerciais e facilitar a sua identificação e recuperação)e do qual podem obter conselhos de prevenção criminal e de conservação dos vossos painéis azulejares.
Aqui fica a sugestão:
http://www.sosazulejo.com

"PSP recupera Azulejos furtados – No dia 27 de Março de 2008, pelas 23H00, o Comando Distrital de Leiria, através da Esquadra de Investigação Criminal das Caldas da Rainha, e no âmbito de uma apurada investigação direccionada aos crimes de furto, nomeadamente de azulejos (de traça antiga) que se encontram assentes nas fachadas das habitações e praticados naquela cidade e nas localidades dos arredores (Foz do Arelho e São Martinho do Porto), procedeu à identificação, de 02 (dois) indivíduos, do sexo masculino, de 31 e 23 anos de idade, em virtude destes se encontrarem na posse (no interior de uma viatura ligeira de mercadorias), de diversos azulejos de grande valor patrimonial e artístico, provavelmente furtados das fachadas de vários edifícios. No âmbito das diligências e investigações levadas a cabo pelos investigadores da PSP de Caldas da Rainha apurou-se e reuniram-se as provas necessárias levando a que fossem recuperados 138 (cento e trinta e oito) azulejos.
Os autos foram remetidos à Polícia Judiciária de Leiria, com conhecimento ao Ministério Público de Caldas da Rainha para a competente promoção processual penal".


Esta acção encontrou-se relacionada com o Projecto SOS Azulejo!

Eu própria ao ter conhecimento de notícias com esta, decidi salvar um painel azulejar que se encontrava numa casa rústica situada na zona Oeste, zona onde andavam a cometer estes roubos, em primeiro lugar por ser propriedade da minha família, mas também enquanto Conservadora Restauradora de profissão. Pois atenção quero deixar bem claro que este tipo de procedimentos devem ser solicitados a profissionais credenciados na área da Conservação! Pois vejamos o que sucedeu: Sabendo que a casa é anterior a pelo menos 1917, caiada de branco com janelas e portas ladeadas com pedras cor de tijolo com uma imponente torre, é de referir que o painel de azulejos azuis e brancos representando o Santo António que se encontra sobre a porta principal fora aplicado posteriormente, por volta dos anos 60 o que significa que se tratam de azulejos relativamente recentes, logo de menor qualidade e também valor.Vista da fachada da Quinta de Santo António antes de 2006.

Encontrando-se infelizmente a casa em elevado estado de abandono(físico, não espiritual pois como todos os edifícios do NOSSO Património têm donos!!) alguém pouco conhecedor havia investido numa tentativa de furto por volta de 2006 o que levara à destruíção da parte inferior do referido painel (lá está a relação de causalidade da falta de conservação indissociável aos actos de vandalismo)
e claro, desconhecendo o valor artístico ou histórico e pensando no comercial, num edifício antigo e que chama à atenção parecia um roubo perfeito, contudo tratavam-se de azulejos aplicados muito posteriormente à construção do edifício eram azulejos de pasta fina, concebidos industrialmente, aplicados com cimento, numa parede de pedra altamente resistente e para ajudar os larápios a uma altura dificilmente acessível sem o auxílio de andaimes (difíceis de remover sem danificar).
Vista da fachada da Quinta de Santo António após a investida falhada de 2006.

Enfim, após verificar a falta da parte inferior do painel e de modo a precaver futuras investidas (não fossem eles pretender voltar para roubar os restantes azulejos e assim formarem o conjunto) decidi removêlo, ao pensar: "eu já não o tenho completo mas eles também não" e ainda mais enquanto Conservadora Restauradora, com as devidas precauções acabei por montar andaimes, calçar as luvas, aplicar um "facing" e remover cuidadosamente o que restava do Santo António, removi os restos de cimento, armazenei-o devidamente num caixote, efectuei o acompanhamento fotográfico ... e aguarda agora que eu reconstítua a parte que falta do painel. Durante os trabalhos de remoção do restante painel.
Comercialmente não valem mas quem sabe um dia o Santo António não volta à Quinta que tem o seu nome!!

in http://inesverissimomartins.blogspot.com

"Pomar no Oeste" (II)

"Pomar no Oeste" (II)
Helder Monteiro

"Pomar no Oeste" (I)

"Pomar no Oeste"(I)
Maria Monteiro

Ninho de Vicios - Tugas Sem Sentido

Estádio Olímpico de Pequim com capacidade para 91 mil espectadores
Portugal é um país diferente de todos os outros. Os portugueses são diferentes de todos os restantes povos. A principal característica que nos define é sermos implosivos, isto é, sofremos do síndroma da implosão. Gostamos de nos auto-destruir e culpar os outros por serem melhores que nós. Incapazes e pouco produtivos temos, e tivemos sempre, uma elite sugadora de recursos, vivendo à custa dos nossos parcos meios, para nos enterrarem cada vez mais nas estatísticas do mundo e enriquecerem o seu património.

Habituados a que nos resolvam os problemas que não sabemos resolver, recorremos sempre a esquemas de fuga para a frente, não resolvendo os problemas endógenos, mas "temos o resto do mundo para nos safar", quer para nos financiar os vícios e aí pode ser o ouro do Brasil ou os subsídios da União Europeia, quer para ser bode expiatório dos nossos fracassos. "A crise mundial e a globalização são a causa da nossa desgraça, pobres de nós, pequeninos calimeros, vitimas do mundo".

No ano em que a selecção nacional de futebol nos envergonhou, chegou a vez da selecção olímpica, com desculpas risíveis como "não estou preparada para isto", "a égua é histérica", "os árbitros não gostam de nós" ou "ao ver tanta gente a olhar para mim no estádio fiquei assustado", de reduzir a cinzas o nosso investimento de muitos milhões de euros. Já nem o desporto consegue esconder quão maus têm sido os nossos políticos que nos colocam na cauda do mundo por tantos insucessos sociais, económicos e competitivos. Triste é ouvir que o nosso modelo politico está esgotado. Mas afinal para que serviu a revolta militar no dia 25 de Abril de 1974?

Helder Monteiro