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Presidente Internacional de MSF (Médicos Sem Fronteirras - Brasil) fala sobre expulsão de Darfur

Christophe Fournier lamenta decisão das autoridades sudanesas e pede que equipes possam voltar e oferecer assistência às populações do país.

Leia em http://www.msf.org.br/noticia/msfNoticiasMostrar.asp?id=1008
o comunicado na íntegra.

Em 14 de Março, os quatro integrantes de MSF sequestrados em Serif Umra, Darfur Norte, foram libertados. A enfermeira canadense Laura Archer, médico italiano Mauro Dascanio, coordenador francês Raphaël Meunier e segurança sudanês Sharif Mohamadin passam bem.

Clique em http://www.msf.org.br/noticia/msfNoticiasMostrar.asp?id=1013
para ler a matéria.

Dia Mundial de Combate à Tuberculose (foi esta semana, não interessa a data precisa...)

Médicos Sem Fronteiras (Brasil) aproveita o Dia Mundial de Combate à Tuberculose para alertar que o número de casos da doença está em crescimento desenfreado no mundo todo.

Em 2007, 9 milhões de pessoas contraíram a tuberculose (TB) e 1,7 milhão morreu em decorrência da doença. Um dos maiores problemas na luta contra a TB é a inexistência de testes eficazes para diagnosticá-la. A ferramenta de diagnóstico mais usada é a mesma há 100 anos, quando foi criada. Esse teste ultrapassado deixa de diagnosticar a tuberculose em quase o mesmo número de pacientes em que ela confirma a presença da doença. Ele é especialmente ineficaz na detecção de TB em pacientes co-infectados com HIV/Aids, em crianças e em pessoas sofrendo do tipo resistente a medicamentos.

No entanto, a TB tem cura. MSF trata mais de 26 mil pessoas com TB em 31 países ao redor do mundo e pede o fim da negligência com a doença. No Dia Mundial de Combate à Tuberculose, MSF mostra em sua galeria de fotos pacientes de TB nos mais variados países e contextos. MSF lança também um site especial com vídeos de testemunhos de pacientes de tuberculose.

Clique aqui para ver a galeria de fotos do mês.

Clique aqui para ler a última notícia de MSF sobre a tuberculose.

Médicos Sem Fronteiras divulga as dez maiores crises humanitárias

Vamos também desejar um bom ano de 2009 a todos os que se seguem?


Médicos Sem Fronteiras
(Brasil) divulga as dez maiores crises humanitárias

Organização lança sua 11ª lista anual sobre conflitos esquecidos pela mídia

Nova York, 22/12/08 - Grande número de civis forçados a se deslocar, violência, e necessidades médicas não supridas na República Democrática do Congo, Somália, Iraque, Sudão e Paquistão ao lado de emergências médicas negligenciadas em Mianmar e no Zimbábue são algumas das piores crises humanitárias do mundo, diz a organização médica humanitária internacional Médicos Sem Fronteiras (MSF) em seu relatório anual apresentado hoje "As dez crises humanitárias mais negligenciadas".

O relatório mostra as grandes dificuldades em levar assistência a pessoas afetadas por conflitos. A falta de atenção internacional à prevalecimento crescente da co-infecção HIV-tuberculose e a necessidade crítica de esforços globais para prevenir e tratar a desnutrição infantil, a causa da morte de quase cinco milhões de crianças ao ano, também estão incluídas na lista.

"Trabalhando nas frentes de batalha de zonas de crise no mundo, as equipes de saúde de MSF testemunham em primeira mão as conseqüências médicas e psicológicas da violência extrema, deslocamento, doenças negligenciadas - porém tratáveis - e das necessidades médicas", diz o Presidente do MSF International Council, Dr. Christophe Fournier. "Em alguns desses lugares, MSF é uma das únicas organizações independents que leva assistência huminatária, então temos uma responsabilidade enorme não só tratando os pacientes, mas tambpem como testemunhas e de falar sobre o sofrimento intolerável e as necessidades básicas dessas pessoas - necessidades que são freqüentemente ignoradas."

Muitos dos países na lista deste ano destacam-se por diminuir o espaço cada vez menor para a ação humanitaria, tornando extremamente difícil levar ajuda aos mais afetados e vulneráveis. MSF e outras organizações de ajuda operam agora em situações de maior insegurança e em ambientes geralmente mais ameaçadores. Em conflitos extremamente politicos e voláteis como os que acontecem na Somália, no Paquistão, no Sudão e no Iraque, MSF - apesar de sua neutralidade e independência - fica limitada em sua capacidade de suprir as necessidades médicas que crescem exponencialmente.

Na Somália, a intensa violência, incluindo ataques diretos e ameaças a funcionários de organizações de ajuda humanitária, obrigaram MSF a encurtar algumas de suas operações em 2008, o que incluiu a retirada de todo o staff internacional. No Paquistão, milhares de pessoas fogem de ataques aéreos e bombardeios de uma campanha insurgente no noroeste do país no início deste ano. Uma das únicas organizações de ajuda humanitária trabalhando na região, MSF foi forçada a restringir o número de pessoas em seu staff internacional nos projetos depois que trabalhadores humanitários foram ameaçados, atacados e seqüestrados.

Em lugares como Mianmar e Zimbábue - onde os governo não fazem do acesso à saúde uma prioridade ou vêem as intervenções das ONGs com suspeitas - MSF e outras organizações ficam limitadas no tipo de assistência que podem providenciar ou são deixadas sozinhas para lidar com crises de saúde muito grandes. Em Mianmar, onde MSF é o maior provedor de assistência contra o HIV, centenas de milhars de pessoas estão morrendo sem necessidade devido à extrema falta de tratamento contra HIV/Aids enquanto o governo faz muito pouco pela sua própria população.

Os governos estão ignorando a crise da desnutrição infantil. Este ano o governo do Níger forçou o cancelamento do programa de nutrição infantil de MSF na sofrida região de Maradi, onde dezenas de milhares de crianças sofrem de desnutrição aguda. Como resultado, elas não receberam o tratamento adequado e efetivo. Este caso acontece em uma época em que os esforços para progredir na luta contra a desnutrição no mundo são mais possíveis - e necessários - do que nunca.

"A realidade no campo é que MSF e comunidade humanitária são incapazes de fazer nem sequer o suficiente para as populações que precisam de ajuda médica vital", diz o Dr. Fournier. "Com a divulgação desta lista, nos esperamos chamar a atenção para essas pessoas que tanto precisa depois de ficar cercada entre conflitos e guerras, afetadas pelas crises de saúde, e que têm suas necessidades de saúde essesncias e imediatas negligencias, essas pessoas que não têm voz".

Este é o 11º ano que MSF produz a lista das 10 Crises Mais Negligencias. A primeira apareceu em 1998 quando uma grande crise de fome no sul do Sudão foi ignorada pela mídia norte-americana. Relacionada com as tarefas médicas de emergencia de MSF, a lista procura gerar mais conhecimento sobre a magnitude das crises que podem ou não aparecer nos jornais.

Saiba mais sobre as maiores crises humanitárias de 2008:


Somália (http://www.msf.org.br/noticia/topten08_somalia.htm)
Mianmar (http://www.msf.org.br/noticia/topten08_mianmar.htm)
Desnutrição infantil (http://www.msf.org.br/noticia/topten08_fome.htm)
Sudão (http://www.msf.org.br/noticia/topten08_sudao.htm)
República Democrática do Congo (http://www.msf.org.br/noticia/topten08_rdc.htm)
Região somali da Etiópia (http://www.msf.org.br/noticia/topten08_regiaosomali.htm)
Zimbábue (http://www.msf.org.br/noticia/topten08_zimbabue.htm)
Iraque (http://www.msf.org.br/noticia/topten08_iraque.htm)
Co-infecção de HIV/TB (http://www.msf.org.br/noticia/topten08_aidstb.htm)
Paquistão (http://www.msf.org.br/noticia/topten08_paquistao.htm)



Para saber mais sobre Médicos Sem Fronteiras, clique em http://www.msf.org.br/