Uma Lição de Tango
Nota Prévia
Este post é dedicado aos meus queridos colegas bloguistas do Oeste Belmira (Girassol) e Luis Saudade e Silva.
Uma Lição de Tango (1997)
O filme The Tango Lesson, escrito e realizado por Sally Potter conta a história de uma mulher em crise de criatividade de escrita, encontra por acaso o Tango Argentino e o dançarino de tango Pablo Veron. Um romance começa entre Sally e Pablo Veron enquanto ele ensina-a a dançar...
Filmado em Paris e Buenos Aires.
A lição de tango - Milonga
A lição de tango - Pablo Veron & Sally Potter
Musica: La Yumla
A lição de tango - trailer com música de Astor Piazzola, Libertango, com Yo-yo Ma
Um filme de Sally Potter, com Sally Potter, Pablo Veron, Gustavo Naveira, Fabian Salas e Carlos Copello
A maravilha do Tango Argentino!!!!!
Credits:
ARTISTIC DIRECTOR
Carolina Soler
DANCERS
Nelson Celis & Yanina Fajar
Pablo Sosa & Mariela Maldonado
Mauricio Celis & Ines Cuesta
German Cornejo & Carolina Giannini
Juan Malizia & Florencia Roldan
SINGER
Javier Di Ciriaco
MUSICIANS
Gabrial Clenar
Gerardo Scaglione
Marcelo Rebuffi
Hugo Satorre
PRODUCTION MANAGER/LIGHTING DESIGNER
Matt Cawrse
SOUND DESIGNER
Daniel McKay
COMPANY MANAGER
Toni Rudov
PRODUCERS
HVK Productions Pty Ltd
2/157 Toorak Road
South Yarra 3141
Australia
Mailing address: PO Box 9109
South Yarra Post Office 3141
Australia
Telephone: +61 3 9820-5477
Fax: +61 3 9820-5833
Email: Pia@akaaustralia.com.au
http://www.tango-fire.com
Ode ao Flamenco
A técnica nunca fez os bailarinos de Flamenco, assim como não há escolas para formar poetas, contudo, este é o lugar mais próximo da sua alma. Se a origem territorial do Flamenco é impossível de apurar (da Andaluzia ao Rajastão, do Cairo ao Peloponeso, tudo é possível), no museu de Hoyos há todas as noites uma reencarnação genuína do seu canto e dança orquestrados por ciganos veros num tablao criado a rigor. Nos bastidores, dominados pela imagem e pela tecnologia, houve mão do cineasta Carlos Saura – autor da trilogia Tango, Flamenco e Fado.
Salas amplas e largos corredores de painéis recebem visionamentos (muitos deles filmes raros e inéditos) com os jogos de ancas dos mestres do ofício e testemunhos das diferentes escolas de Flamenco: madrilena, sevilhana, de Jerez e Granada.
Das academias aos cafés, da Cuenca de Paris à Macarrona de Berlim, da Majerona de Cádis às memórias de Fanny Essler em Havana (entre 1840-1900). Seguem-se as bifurcações entre o Flamenco e o Bolero, os estilos distintos de Antónia Mercê “La Argentina” e Encarnación Lopez “La Argentinita”, ou Pastora Império (de 1901 a 1940).
O jogo repete-se de 1941 a 1975. Os nomes dos bailarinos então em voga, António Ruiz Soler “António”, Rosario, Carmen Ayala, Pilar López, Matilde Coral… rivalizam na fama mundial com os de outros tablados como Nureyev ou Nijinsky.
A consagração da estética do Flamenco dá-se a partir de 1976 e os seus autores são a própria Cristina Hoyos, Guito, Antonio Gades e Farruco. No tablao, diante de plateia estarrecida, um homem e uma mulher dançam Seguirillas e Soleás com o compasso de uma mera guitarra, o eco de palmas e o canto pungente do romanceiro cigano.
Museo del Baile Flamenco – C/ Manuel Rojas Marcos, 3, Sevilha, tel. 0034 954 340311,