Pedrito do Bié faz-nos pensar que é urgente repensar a escola. Somos todos Pedritos castrados por um ensino que confunde autoridade com autoritarismo, humildade com humilhação. Quando vamos para a escola somos uma espécie de caixote do lixo vazio que os professores vão enchendo com muito lixo, fazendo "tábua raza" de toda aprendizagem, experiência e conhecimentos que trazemos para a escola. É a prova que o ensino está mal e a formação profissional está no caminho correcto. Os académicos promovem a arrogância que se reflecte nos estudantes universitários. Estes, sem qualquer formação na área comportamental, vão prolongar os erros na "escola normal" e na vida real das empresas ou como fazedores de opinião na comunicação social. Nunca reconhecerão os erros numa perpétua fuga para a frente, emitindo opiniões contraditórias de académicos sabedores perante uma população estúpida. Dizem hoje uma coisa e amanhã o contrario, impunemente. Capa e batina não é mais que o assumir uma ridícula superioridade em relação ao resto do povo. Mas o povo terá oportunidade de os ver no futuro numa caixa de qualquer hipermercado...
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O SENTIDO DA IGNORÂNCIA
Todos nós somos ignorantes até entendermos o sentido das coisas que têm sentido. Aliás , temos sentido muitas dificuldades em entender o novo conceito de espaço de tempo... Qual o espaço de tempo entre Lisboa e Porto? E se optarmos pela auto estrada estaremos a entrar no novo conceito de espaço de tempo monetário? A confusão está instalada e o mundo entrou em crise por não ser possível avaliar o que quer que seja... A verdade é que todo o ensino está em causa com toda esta confusão. Com explicar que espaço e tempo são coisas distintas? Ah! Falta avaliar! Mas como avaliar se não é possível? E também faltam alunos nas escolas, agora povoada de formandos nas novas oportunidades e em cursos EFA (Ensino e Formação de Adultos). Razão têm os professores em recusarem serem avaliados: para quê mudar a situação que lhes é confortável? Catorze meses de ordenado elevado para dez meses de trabalho. Vinte horas de aulas por semana e quinze horas pagas para as preparar. Fossem eles formadores pagos a recibo verde e receberiam apenas as horas de formação efectivamente dadas, avaliação permanente e sem qualquer direito nem segurança.
Só podemos gostar daquilo que conhecemos e para isso damos a nossa contribuição com o novo instrumento "TimeSpace" que tudo mede e avalia. Acabaram-se as confusões...
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