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OBRA GRÁFICA SURREALISTA NO CPS - CCB


Lud, Carlos Calvet, Raúl Perez, Mário Cesariny, Artur Cruzeiro Seixas e Eurico Gonçalves

Centro Português de Serigrafia no CCB

De 14 de Fevereiro a 29 de Março


A partir de sábado, 14 de Fevereiro e até 29 de Março estará patente nas instalações do Centro Português de Serigrafia no Centro Cultural de Belém (Loja nº 7), uma exposição de obra gráfica, gravura e serigrafia, de artistas sobreviventes do Surrealismo em Portugal: Lud, Carlos Calvet, Raúl Perez, Mário Cesariny, Artur Cruzeiro Seixas e Eurico Gonçalves, intitulada SURREALISTAS – Edições do Centro Português de Serigrafia.

O Surrealismo, movimento criado por André Breton em 1924 (ano da publicação do Manifesto Surrealista), no estrangeiro como em Portugal, apostou na ligação da criação artística ao inconsciente e teve grande expressão na literatura e nas artes plásticas. O poeta e pintor António Pedro foi entre nós um dos precursores deste movimento com o qual contactou em Paris, onde vivia, em 1935. A sua pintura surrealizante foi exposta pela primeira vez em 1936 na Sociedade Nacional de Belas Artes de Lisboa. A exposição em 1940 de Pedro com António Dacosta e a escultora inglesa Pamela Boden tornou-se um marco fundamental na afirmação desta tendência marcante do imaginário português do século XX até então ligado e segundo José Augusto França "a valores naturalistas modernizados". A relação com o meio francês e com André Breton intensificou-se com a partida de António Dacosta e de Cândido da Costa Pinto para Paris onde este último participou na grande exposição de 1947 ano em que se constituíu o Grupo Surrealista de Lisboa. Dele fizeram parte pintores, poetas e pintores-poetas: António Pedro, Fernando de Azevedo, Vespeira, Alexandre O'Neill, António Domingues, José-Augusto França, Mário Cesariny, Moniz Pereira e António Dacosta.

O grupo apresentou-se pela primeira vez em 1949 numa única Exposição Surrealista, onde se destacou um célebre "cadavre exquis", tendo-se dissolvido logo a seguir. Mário Cesariny formou então outro grupo com Cruzeiro Seixas e Mário Henrique de Leiria, entre outros, realizando nesse contexto duas exposições em 1949 e 1950. O Surrealismo que se embrenhou posteriormente em querelas e polémicas internas e externas, como a que o opôs ao grupo dos neo-realistas interessou numerosos artistas então jovens: Fernando Lemos, Carlos Calvet, Jorge Vieira, D'Assumpção, Eurico Gonçalves e Areal e mais tarde, em expressões que dele derivaram, René Bertholo, Paula Rego, Lurdes Castro e Noronha da Costa, entre muitos outros. A estética surrealista manteve em Portugal e até aos nossos dias uma presença que se prolongou justamente em obras como as de Lud, Carlos Calvet, Raúl Perez, Mário Cesariny, Artur Cruzeiro Seixas e Eurico Gonçalves que podemos apreciar nesta exposição temática na galeria do CPS no CCB.

Centro Português de Serigrafia

Centro Cultural de Belém, Loja 7

1449-003 Lisboa

T. 213 162 175

E-mail: cpsccb@cps.pt

Horário: todos os dias das 10h00 às 21h00.

Entrada gratuita

Obra gráfica de PAULA REGO no Centro Português de Serigrafia

Shakespeare’s Room, tríptico, litografia, 89 x 65 cm (cada), 2006.




Uma admirável selecção de recentes litografias e gravuras

Centro Português de Serigrafia no CCB e Galerias Twin Towers ///// Até 2 de Novembro de 2008

“Os meus quadros são fábulas com um lado cómico e outro trágico”

Paula Rego

É já a partir do próximo dia 6 de Outubro que estarão patentes no CPS - Centro Português de Serigrafia no CCB e nas Galerias Twin Towers, duas mostras em simultâneo, de gravuras e litografias de Paula Rego. Com a colaboração da Galeria de São Bento, esta é uma oportunidade para coleccionadores ou para quem simplesmente deseje obter um trabalho da artista plástica portuguesa que, a par de Vieira da Silva, é a mais aclamada mundialmente.

Paula Rego, nascida em Portugal em 1935, mas que desde cedo se fixou em Inglaterra, é apontada como uma contadora de histórias. De facto, uma das características mais visíveis do seu trabalho é a utilização de grandes romances literários narrados em séries temáticas. Esta utilização não deixa, contudo, de ser autobiográfica, no sentido de se relacionar de várias formas com a própria vida da artista. Também por isso, estes temas gerais são tratados de uma forma pessoal que transcende a questão técnica do desenho e da pintura – excelente – para se integrar num percurso auto-reflexivo sobre si e sobre o mundo. Assim, características como a ironia, a crítica, a actualidade temática ou a subversão dos próprios temas, são uma presença constante nas suas obras.

Paula Rego tem um extenso trabalho em litografia e gravura, técnicas que utiliza pelas suas especificidades visuais e não apenas pela multiplicidade que permitem.

Em exposição no CPS no CCB, encontra-se o tríptico Shakespeare’s Room (em cima), realizado em 2006, que conta a história de uma rapariga que disparou contra macacos por eles não conseguirem escrever Shakespeare e parte do conjunto agrupado como Jane Eyre, impresso entre o final de 2001 e o início de 2002 no Curwen Studio, em Cambridge. Este conjunto, constituído por 25 litografias, tem como tema central uma interpretação livre do romance Jane Eyre (1847) de Charlotte Brontë, que levanta questões sociais como a emancipação da mulher e que narra a história de uma mulher com um percurso de vida especialmente atormentado mas ao qual se sobrepõe um carácter forte e determinado.

No espaço do CPS nas Galerias Twin Towers encontramos parte da série The Pig King, impressa em 2006 e baseada num conto italiano de Giovanni Francesco Straparola, publicado em The Facetiuos Nights of Straparola, que conta a história de uma rainha e um rei que não conseguiam ter filhos mas que com o auxílio de fadas, viram o sonho realizado, apesar do filho ser um porco; Girl with basin e Girl with Foetus, de 2006, que retomam a questão do aborto já anteriormente tratado pela artista em 1999 e Camouflaged hands, também de 2006.


Centro Português de Serigrafia

Centro Cultural de Belém, Loja 7

1449-003 Lisboa

T. 213 162 175

E-mail: cpsccb@cps.pt

Horário: todos os dias das 10h00 às 21h00.

Galerias Twin Towers, Loja 1.44

Rua de Campolide, 351C

1070-034 Lisboa

T. 217 220 484

E-mail: cpstwintowers@cps.pt

Horário: todos os dias das 10h00 às 23h00.

Entrada gratuita.

OBRA GRÁFICA DE LE CORBUSIER NO CPS

Um soberbo conjunto de litografias realizado nos últimos dez anos de vida do arquitecto

Nas novas instalações do Centro Português de Serigrafia no Centro Cultural de Belém está patente até 31 de Agosto, uma exposição da Obra Gráfica do arquitecto e artista Le Corbusier (1887-1965), um dos grandes expoentes da arquitectura e da cultura do século XX.
A actual mostra dá-nos a conhecer mais um aspecto do versátil talento do arquitecto-artista. Desta mostra faz parte a litografia de 1963,“A mão aberta", considerada uma sua obra-prima, síntese da mensagem plástica que algumas palavras esclarecem: "Reconhece esta mão aberta/ a mão aberta/ levantada como/ um sinal de reconciliação/ aberta para receber/ aberta para dar".
Um soberbo conjunto de litografias realizado nos últimos dez anos da sua vida conjuga a depuração linear, o movimento e as sobreposições influenciadas pela colagem e pelo cubismo.
As obras apresentadas resultam da colaboração do artista-arquitecto com Heidi Weber e foram impressas pelo conceituado mestre francês, Fernand Mourlot. Heidi Weber, amiga e galerista de Le Corbusier, foi quem primeiro produziu o seu famoso mobiliário e tem sido a grande responsável pela divulgação da sua Obra Gráfica, quer no Museu Heidi Weber - Suiça, concebido pelo arquitecto, quer organizando exposições em mais de 45 países.
Esta mostra foi realizada em colaboração com a Galeria Aureus Fine Art – Suíça e é valorizada na sua exibição com uma moldura também criada por Le Corbusier.
Cada obra é ainda acompanhada de um certificado assinado por Heidi Weber.
A presente exposição da Obra Gráfica de Le Corbusier, corresponde a uma oportunidade única de ver ou rever aspectos menos divulgados da sua obra, um conjunto plástico de raro valor, onde estão presentes as grandes coordenadas que o celebrizaram, quer como arquitecto, quer como pintor.
Centro Português de Serigrafia
Centro Cultural de Belém,
Loja 7
1449-003 Lisboa
T. 213 162 175
Horário: todos os dias das 10h00 às 21h00.
Entrada gratuita.