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Incoerências.....ou lapsos de memória?...

O Capitão de Abril Salgueiro Maia, "peça" fulcral da realização do 25 de Abril de 1974, que faleceu em 1992 de doença prolongada, vai ser este ano homenageado pelo Sr.Dr. Cavaco Silva, em Santarém, durante as comemorações do 10 de Junho, Dia de Camões e de Portugal, segundo este senhor, o "dia da raça"....
Naquele mesmo ano, foi recusada, pelo governo da época, uma pensão para a família do Capitão.
Nesse mesmo ano, foi atribuída uma pensão para dois ex-inspectores da PIDE.
O governo então, era chefiado pelo Sr. Dr. Cavaco Silva.


Quem lutou pelo 25 de Abril de 1974 e, os que o apoiam incondicionalmente, sabem que Salgueiro Maia, dentro de toda a sua simplicidade, talvez fosse capaz de ainda esboçar um sorriso.....quem sabe?...
Mas, todos nós, não o esqueceremos nunca!!!

25 de Abril de 1974, 35 anos depois

Que não se apaguem da memória os valores de um 25 de Abril de há 35 anos atrás, no meio de tanta espuma que envolve os nossos dias...

Como eram as coisas.....antes de 1974

O Início da Guerra do Ultramar



Salazar - Discurso 10 anos do 28 Maio

Registo gráfico de José Afonso por Nuno Mendanha.



in http://www.youtube.com/watch?v=FT_7_BpwUYI

25 ABRIL 1974. Registo gráfico de José Afonso por Nuno Mendanha.

No dia 24 de Abril de 1974, um grupo de militares comandados por Otelo Saraiva de Carvalho instalou secretamente o posto de comando do movimento revolucionário no quartel da Pontinha, em Lisboa.
Às 22h 55m é transmitida a canção "E depois do Adeus", de Paulo de Carvalho, pelos Emissores Associados de Lisboa, emitida por Luís Filipe Costa. Este foi um dos sinais previamente combinados pelos golpistas e que desencadeou a tomada de posições da primeira fase do golpe de estado.
O segundo sinal foi dado às 0h20 m, quando foi transmitida a canção "Grândola Vila Morena", de José Afonso, pelo programa Limite, da Rádio Renascença, que confirmava o golpe e marcava o início das operações. O locutor de serviço nessa emissão foi Leite de Vasconcelos, jornalista e poeta moçambicano.
O golpe militar do dia 25 de Abril teve a colaboração de vários regimentos militares que desenvolveram uma acção concertada.
No Norte, uma força do CICA 1 liderada pelo Tenente-Coronel Carlos Azeredo toma o Quartel-General da Região Militar do Porto. Estas forças são reforçadas por forças vindas de Lamego. Forças do BC9 de Viana do Castelo tomam o Aeroporto de Pedras Rubras. Forças do CIOE tomam a RTP e o RCP no Porto. O regime reagiu, e o ministro da Defesa ordenou a forças sedeadas em Braga para avançarem sobre o Porto, no que não foi obedecido, já que estas já tinham aderido ao golpe.
À Escola Prática de Cavalaria, que partiu de Santarém, coube o papel mais importante: a ocupação do Terreiro do Paço. As forças da Escola Prática de Cavalaria eram comandadas pelo então Capitão Salgueiro Maia. O Terreiro do Paço foi ocupado às primeiras horas da manhã. Salgueiro Maia moveu, mais tarde, parte das suas forças para o Quartel do Carmo onde se encontrava o chefe do governo, Marcelo Caetano, que ao final do dia se rendeu, fazendo, contudo, a exigência de entregar o poder ao General António de Spínola, que não fazia parte do MFA, para que o "poder não caísse na rua". Marcelo Caetano partiu, depois, para a Madeira, rumo ao exílio no Brasil.
A revolução resultou na morte de 4 pessoas, quando elementos da polícia política (PIDE) dispararam sobre um grupo que se manifestava à porta das suas instalações na Rua António Maria Cardoso, em Lisboa.
O cravo tornou-se o símbolo da Revolução de Abril de 1974; Com o amanhecer as pessoas começaram a juntar-se nas ruas, solidários com os soldados revoltosos; alguém (existem várias versões, sobre quem terá sido, mas uma delas é que uma florista contratada para levar cravos para a abertura de um hotel, foi vista por um soldado que pôs um cravo na espingarda, e em seguida todos o fizeram), começou a distribuir cravos vermelhos para os soldados, que depressa os colocaram nos canos das espingardas.

in http://www.youtube.com/watch?v=FT_7_BpwUYI

Por favor, agradecemos, no caso de esta informação não estar correcta, que nos corrijam. Obrigado.

Comunicado do Posto de Comando do MFA e resumo da revolução

Libertação dos Presos Politicos

Tempos houve, em Portugal, em que ter opinião era delito com direito a prisão sem direitos. Poucos de lembram de um estado autocrático onde a democracia era apenas um sonho e uma dura luta em que muitos perderam a vida e a cidadania. Em 1974 o sonho tornou-se realidade e as prisões politicas abriram as portas para que os condenados pelo delito de opinião voltassem à luz. A alegria inundou as ruas...

35 anos depois, alguns gostariam de voltar a esses dias onde a critica e o pensamento fossem punidos com dureza. O poder não gosta de vozes discordantes, mesmo quando esse poder foi conseguido por eleições democráticas. A sociedade está doente e a democracia está em perigo. Pensar voltou a ser acto subversivo. Falar alto voltou a ser proibido. Temos medo que nos retirem o pouco que ainda temos para sobreviver. O poder vicia e os políticos não querem perder o poder.
É preciso voltar a falar alto e a respeitar a opinião do outro. Podemos ser daquela opinião e da contrária, se for preciso, mas temos o direito de a ter. O confronto de opiniões é necessário, porque da discussão nasce a luz, com o povo diz. E eu acrescento: se alguém tem a mesma opinião que eu, um de nós está a mais...
Para que nos esqueçamos de um dos desígnios de Abril, a libertação dos presos políticos, como nos lembrou oportunamente a nossa amiga Isabel.

25 de Abril de 1974, 35 anos depois




"Esta é a madrugada que eu esperava
O dia inicial inteiro e limpo
Onde emergimos da noite e do silêncio
E livres habitamos a substância do tempo"

Sophia de Mello Breyner Andressen

O Cravo Vermelho



O cravo tornou-se no símbolo da Revolução de Abril de 1974. Com o amanhecer as pessoas começaram a juntar-se nas ruas, apoiando os soldados revoltosos; alguém (existem várias versões, sobre quem terá sido, mas uma delas é que uma florista contratada para levar cravos para a abertura de um hotel, foi vista por um soldado que pôs um cravo na espingarda, e em seguida todos o fizeram), começou a distribuir cravos vermelhos pelos soldados que depressa os colocaram nos canos das espingardas.

25 de Abril, 35 anos depois

35 anos passados, e sempre, sabe bem relembrar.
A "Agenda" começa aqui as comemorações "oficiais".... ;-)







Ao vivo, no Largo do Carmo:



Nota pessoal: nos tiros que se ouvem, um tio meu com 19 anos de idade e que na altura estava no local, foi alvejado e, para tristeza dele, não pode comemorar na rua o primeiro 1 de Maio em liberdade em Portugal na semana que se seguiu.