Eleitor em reflexão...


Existe algo de estranho nas últimas campanhas eleitorais para o Parlamento Europeu. Há quatro anos foram os actos trágicos que todos gostaríamos que não tivessem existido. Custaram a vida de um homem, por acaso cabeça de lista, que a democracia portuguesa tão necessita. Quem causou aquela morte estúpida no mercado de Matosinhos passou impune e. ao que parece, até foi promovido a chefe de gabinete ministerial. Elementos dos próprio partido se encarregaram do acto vil que ficou esquecido com a promoção da viúva a primeira figura.
Este ano, elementos nefastos da nossa democracia agrediram, em Lisboa-Martim Moniz, outro cabeça de lista às eleições com o pronto apoio e aplauso aos agressores por parte da cúpula do partido a que pertencem. O sindicalismo e a luta de trabalhadores convertida em luta politica de oposição ao governo.
Apenas escaramuças, comparadas com a tragédia das eleições anteriores. Contudo está animada a campanha com discursos inéditos neste eterno pântano de cumplicidades do bloco central. Os casos fraudulentos e nefastos para economia do país e as finanças dos portugueses entremeados com suspeitas de irregularidades de um centro comercial, deram o mote. A Europa deixou de ser, como devia, o foco da campanha, para dar lugar às acusações mútuas sem justiça à vista. Os problemas dos portugueses e o desespero dos desempregados, mais uma vez são relegados para as calendas...
Está interessante o discurso livre de Vital Moreira e as denúncias oportunas de Marinho Pinto a apelar à abstenção, como fosse preciso com tão pouca confiança que os políticos conseguem granjear. Manuela Moura Guedes continua a conquistar prémios de incompetência e aquela cara já só serve para assustar as criancinhas e para as lembrar que os "Morangos Com Açúcar" já acabaram...