Nós, os portugueses, não gostamos de portugueses e não nos levamos muito a sério.
Não respeitamos nada, nem ninguém, nem as nossa instituições, nem a nossa história, nem o nosso país, nem os nossos governantes. Verdade seja dita: quem nos governa não respeita os portugueses.
O ministro das finanças dá o aperto final aos portugueses asfixiados. Quando algum cidadão está em dificuldade e pede auxilio penhora-lhe a casa e a misera conta bancária para que morra mais depressa.
A estrema-esquerda quer que Portugal não tenha futuro e para isso reivindica o impossível para que tudo acabe mais depressa. Manipula quem sofre para que seja a sua tropa de choque descartável.
A estrema-direita diz amar Portugal, mas odeia as pessoas.
O centrão divide aquilo que consegue espremer dos moribundos portugueses.
Nós, os portugueses, prostrados moribundos, ameaçados pela fome e a miséria, presos num futuro que se dilui na desilusão presente.
Resta-nos procurar um fim tranquilo, escutando os génios nascidos à beira deste lodo que é Portugal...