Liberdade, Igualdade, Fraternidade, Solidariedade...


O terceiro estado carregava às suas costas o clero e a nobreza até que em 1789 se dá o ponto de viragem no reconhecimento dos Direitos Humanos. A Declaração dos Direitos do Homem e do Cidadão foi o legado da Revolução Francesa para o mundo. A sociedade baseada em 3 estados foi abolida. A bandeira liberdade, igualdade, fraternidade tornou-se universal. Mas será que se cumpriram todos estes princípios?


No século XIX desencadearam-se lutas definitivas pela liberdade e foi conseguido o princípio de que os homens nascem e devem viver livres. A escravatura foi oficialmente abolida em quase todos os países. A liberdade "física" de se movimentar livremente estava conseguida. Contudo ninguém é livre, de facto, sem ter o direito ao livre pensamento, à educação e à dignidade de estar livre da miséria. Ter direito a emprego, habitação e alimentação dignas é o nosso desígnio de lutar como cidadãos, porque "todo o homem é culpado do bem que não fez" esta a verdade que nos mostrou Voltaire, sem nunca esquecer que "posso não concordar com nenhuma das palavras que disser, mas defenderei até a morte o direito de as dizer"..


O século XX, desde o seu inicio, as lutas pela igualdade agudizam-se e forjam o ideário contra a discriminação baseada em sexo, raça, cor, origem, credo religioso, estado civil, condição social ou orientação sexual. Assim, à nossa luta pela liberdade, teremos que consolidar e aprofundar a verdadeira igualdade que é o nosso direito à diferença. Não será verdade que "a via pela qual se ensinou durante largo tempo a arte de pensar, de certeza que é oposta ao dom de pensar" (Voltaire).

Estamos a iniciar o século XXI. Permitam-me citar um artigo encontrado na net da Profª. Dra. Léa Elisa Silingowschi Calil, que foi o mote para esta mensagem: "Cabe levantar a última bandeira da Revolução Francesa: a fraternidade. Faz-se premente que a solidariedade norteie as acções de governantes, empresários e das pessoas em geral. Neste novo século o foco da protecção dos direitos deve sair do âmbito individual e dirigir-se, definitivamente, ao colectivo. São direitos inerentes à pessoa humana; não considerada em si, mas como colectividade; o direito ao meio-ambiente, à segurança, à habitação, ao desenvolvimento. É necessário que tomemos consciência de que os nossos direitos apenas nos serão assegurados de facto, quando estes forem também garantidos para todos os demais. Enfim, é o momento de se realizar o bem comum".