
A fé dos poetas
Os poetas afagam-nos os sentidos
e agendam novos medos para viver
os sonhos agendados já perdidos
da memoria sonhadora de prazer
Sórdidos medos de fazer
sulcos na memória a doer
sólidos gemidos de sofrer
o sabor da ferida do prazer
Sem Deus para pedir
meu ser na encruzilhada
espera por conseguir
partir depressa desta alhada
Fé do medo consentido
Agonia do medo conseguido
Aceno ao medo não contido
Quero o medo sem sentido
Os poetas afagam-nos os sentidos
e agendam novos medos para viver
os sonhos agendados já perdidos
da memoria sonhadora de prazer
Sórdidos medos de fazer
sulcos na memória a doer
sólidos gemidos de sofrer
o sabor da ferida do prazer
Sem Deus para pedir
meu ser na encruzilhada
espera por conseguir
partir depressa desta alhada
Fé do medo consentido
Agonia do medo conseguido
Aceno ao medo não contido
Quero o medo sem sentido
Fragmento de fé achado na vida por Helder Monteiro