
Eu que nada sei de poesia, nem entendo os "poetas" que desperdiçam belas palavras em "poemas" inúteis, sempre me fascinaram os génios que das palavras fazem belos monumentos, verdadeiros patrimónios da Humanidade, "oitavas" maravilhas para nos fazerem sentir melhores connosco e com os outros. Não são as palavras que são tristes, mas são as trevas que nos assustam... As palavras ajustadas pela argamassa dos poetas só produzem saber que nunca é triste - é luminoso.
Em época que antecede o Domingo de Páscoa o mundo é ainda mais medonho. Procuremos nas palavras, que não são tristes, a luz que precisamos para ver mais além. E aprendemos a caminhar na vida, mesmo quando uma curva nos faz esquecer de nós...
Fernando Pessoa
A morte é a curva da estrada,
A morte é a curva da estrada,
Morrer é só não ser visto.
Se escuto, eu te oiço a passada
Existir como eu existo.
A terra é feita de céu.
A mentira não tem ninho.
Nunca ninguém se perdeu.
Tudo é verdade e caminho.
Fernando Pessoa
A morte é a curva da estrada,
A morte é a curva da estrada,
Morrer é só não ser visto.
Se escuto, eu te oiço a passada
Existir como eu existo.
A terra é feita de céu.
A mentira não tem ninho.
Nunca ninguém se perdeu.
Tudo é verdade e caminho.
23-5-1932
Poesias. Fernando Pessoa
Poesias. Fernando Pessoa