Discurso de Obama: a América escolheu "a esperança em vez do medo"

20.01.2009 - 17h26 Maria João Guimarães
in http://ultimahora.publico.clix.pt/noticia.aspx?id=1356872&idCanal=11#Commente


Barack Obama começou o seu discurso de tomada posse à volta dos grandes desafios que a América defronta mas garantindo que vão ser enfrentados. "Hoje os desafios que nos esperam são muitos", disse Obama perante uma multidão em Washignton. "Não vão ser resolvidos de modo fácil, nem rápido", avisou. "Mas quero que saibam isto América - vão ser resolvido", disse, recebendo os primeiros aplausos entusiasmados.

Porquê? "Porque escolhemos a esperança em vez do medo", disse o novo Presidente dos Estados Unidos.

No início do discurso, Obama tinha agradecido ao Presidente cessante, Geoge W. Bush, "pelo serviço à nossa nação, pela sua generosidade e cooperação perante a transição". Mas agora falou da política americana como tem sido até agora. "Chegou a altura do fim das falsas promessas que durante demasiado tempo dominaram a nossa política."

Obama referiu-se aos "44 homens" que falaram antes dele, alguns em tempos de paz e prosperidade, outros de guerra e crises. Mas uma coisa sempre foi certa: "A América continuou não só pela visão daqueles neste posto" - mas sim pela integridade do povo americano e da sua grandeza, disse Obama, perante uma multidão que se estimava ser de mais de dois milhões de pessoas, quebrando o recorde de 1,2 milhões que estiveram em Washington para ver o discurso de Lyndon Johnson em 1965.

Aos inimigos da América, Obama deixou uma mensagem dura: "não vão mudar a nossa maneira de ser. E nós vamos derrotar-vos", afirmou o primeiro negro a ocupar o mais alto cargo do país mais poderoso do mundo, lembrando de seguida a nação "patchwork" que é a América.

Obama falou depois de Aretha Franklin cantar o hino patriótico "My Country 'Tis of Thee" e dos violinistas Yo-Yo Ma, Itzhak Perlman e outros terem tocado um tema do compositor John Williams (mais conhecido pelas composições para bandas sonoras, fez muitas das de filmes de Spielberg). Foi durante esta performance que Obama se tornou oficialmente o Presidente dos EUA - algo que acontece ao meio dia certo em D.C., mesmo que o juramento tenha sido prestado poucos minutos depois.