Ode com sentido errante


The tree of life - Gustav Klimt

Na minha rua já se vislumbram os primeiros sintomas que a primavera anda por aí. No inicio veio a dona Popota de Azevedo fazer pára-quedismo e o jacaré Anastácio, fascinado pela bela faixa de promoção do supe mecado MORDELO que pendia do belo pára-quedas colorido, ficou chato ou talvez esmagado pela falta de cuidado na dieta da doce paquiderme.

Depois foi o mais bonito e bucólico-romântico: Os elefantes decidiram começar a fazer os seus ninhos nas copas das árvores da minha rua...
Com tão enternecedora cena, não resisti a fazer um poema inspirado no poeta Afonso Lopes Vieira, e na sua obra "Os Ninhos", que por acaso não era dedicada aos paquidermes.

OS NINHOS ELEFANTIS
Os elefantinhos
tao engraçados
fazem os ninhos
com mil cuidados

São para os filhinos
que estão a fazer
atrás da árvore
com muito prazer

Na tromba trazem
coisas ligeiras
troncos de platano
e algumas oliveiras

De trombas vêm
todos vaidosos
Enchendo a pança
daqueles gulosos

E se pensas
balançar o ninho
de certeza ficas
bem esmagadinho

Bem nos lembremos
sempre também
que a primavera
é filha da mãe