





En 1606, Felipe III fundou um hospital para doentes portugueses residentes em Madrid. A igreja era do próprio hospital. Depois da separa ção de Portugal em 1689, o hospital destinou-se aos alemães por desejo expresso da rainha Mariana de Áustria - vindo a chamar-se Igreja de Santo António dos alemães -, segunda esposa de Felipe IV.Em 1702 (1710?) Felipe V cedeu o hospital-igreja à Santa Irmandade do Refúgio, dedicada a recolher mendigos e dar-lhes refúgio nocturno e alimento.
A igreja consta de uma única nave de planta elíptica na qual se destacam as pinturas murais até à cornija, obra de Lucas Jordán, e os frescos da abóboda, de Juan Carreño e Francisco Ricci. O retábulo maior, obra do arquitecto Miguel Hernández, data do século XVIII e substituiu o primitivo que desapareceu num incêndio. Pela sua magnífica decoração interior, é uma das igrejas mais bonitas de Madrid.
Ainda hoje, a Santa Irmandade do Refúgio tem aqui as suas instalações, embora desde 1939 de denomine Santa, Pontifícia e Real Irmandade do Refúgio e Piedade de Madrid.
Na actualidade, o Refúgio mantém o chamado Exército de "Ronda", atendido pelos Irmãos, e consiste em dar jantares aos necessitados nas instalações do Refúgio. Como este espaço só dá para 56 comensais, desde 1986 institui-se que as restantes pessoas que ficam de fora recebam um "bocadillo" (sandes) de maneira a que ninguém fique sem comer nada.
Referências:
Gea, María Isabel, "Diccionario Enciclopédico de Madrid", Ediciones la Librería, 2002, pp.757, p.377 y p.597; (tradução e adaptação do texto)
http://conocemadrid.blogspot.com (imagens)
http://manuelblasmartinezmapes.blogspot.com (imagens)
http://www.flickr.com/photos/alejandro5000 (imagens)