De Roberto Freire*
"(...)Os amantes sabem que só se ama por inteiro, ou então o que estão fazendo não é amor, mas uma associação de interesses mútuos, um negócio.
Além disso, quando se ama, não se está pensando em segurança, duração, controle, posse, pois isso corresponde à forma com que o autoritarismo capitalista familiar ou de estado se expressa no plano pessoal e afectivo. Se sou um libertário, desejo que tanto eu quanto o meu parceiro vivamos o amor em liberdade, na emoção, no espaço e no tempo.
É o amor em si mesmo que comanda a intensidade, a beleza, a forma e a duração do nosso amor, em cada um e entre os dois, jamais o contrário."
Dizia também "Sei que a dificuldade para a realização plena do amor entre as pessoas não é um problema do amor em si, mas do ambiente social, dos preconceitos, da luta de classes, dos interesses económicos e politicos".
*Dizia em 1990, no seu livro "Ame e dê Vexame", Roberto Freire, brasileiro, escritor anaquista, começou por ser psicanalista, "declara guerra total a essa ideologia destruidora através de outra, natural e ecológica: a ideologia do prazer.
Através dessa luta e em função dela, criou Soma, uma forma de terapia-pedagogia holisticamente libertária, com a qual combate, há quase 20 anos, todas as formas de autoritarismo e sacrifício. E denuncia como essas ideologias de "não-vida" são sustentadas sobretudo pelas religiões judaico-cristãs, pelo Marxismo e pela Psicanálise."
Maria Monteiro
Este post é dedicado a uma amiga pessoal, tendo-lhe dado conhecimento.