Museu da Cortiça em Silves corre o risco de fechar ao público


Em causa está o valor histórico, museológico e identitário deste museu integrado no complexo Fábrica do Inglês. Enquanto a Câmara de Silves aguarda pelo parecer jurídico face à proposta da sociedade proprietária do Museu, afiançam-se soluções para salvar o espaço: a opção por uma parceria público/privada pode bem ser uma delas.
Café Portugal segunda-feira, 11 de Janeiro de 2010

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Museu da Cortiça em Silves, instalado no complexo Fábrica do Inglês, corre o risco de fechar ao público devido à falta de recursos financeiros. Recorde-se que em causa estão as dificuldades que enfrenta a sociedade proprietária da Fabrica do Inglês devendo à banca 6,5 milhões de euros.
Neste momento a autarquia algarvia ainda não recebeu o parecer jurídico relativo à proposta da sociedade proprietária da Fábrica do Inglês, apresentada no passado mês de Dezembro.
A hipótese sobre a mesa e que pode solucionar o problema do Museu é o protocolo que estipula que a Fábrica do Inglês transfira para o município de Silves a gestão e o funcionamento do Museu, sendo que seria da responsabilidade da autarquia a contratação e gestão de pessoal habilitado na utilização, vigilância e manutenção do espaço exterior e interior.
A administração da Fábrica teria a seu cargo os restantes espaços e equipamentos do complexo (restaurantes, cafés, auditórios).
A única contrapartida passa pelo facto da autarquia ficar com as receitas do Museu, assumindo por sua vez os custos de água e luz no empreendimento (cerca de 11 mil euros por mês).O director do Museu da Cortiça, Manuel Castelo Ramos, considera que uma das hipóteses para salvar o complexo «poderia ser a constituição de uma parceria público-privada. Mas há várias soluções».
Entre as propostas que foram surgindo ao longo dos últimos meses esteve a do presidente da Comissão Nacional do Conselho Internacional de Museus (ICOM) Luís Raposo, que propôs «separar o Museu do projecto comercial no seu todo», dotando-o de entrada autónoma e de regulamento interno de funcionamento.
O Museu da Cortiça da Fábrica do Inglês foi inaugurado em 1999, após a recuperação e transformação da antiga fábrica Avern, Sons & Barris num parque de cultura, animação e lazer.
Empresários locais investiram cerca de 12,5 milhões de euros no projecto, que beneficiou de apoios comunitários na ordem dos 500 mil euros.Recorde-se que o Museu da Cortiça foi galardoado, em 2001, pelo Fórum Museológico Europeu, com o Prémio Micheletti para Melhor Museu Industrial da Europa.

Lágrimas de Eros


Museo Thyssen-Bornemisza y Fundación Caja Madrid

El título de la exposición procede del último libro publicado en vida por Georges Bataille, Les Larmes d’Éros (1961). Aquella fue la aportación final del autor sobre un problema que había indagado a fondo en su obra El erotismo (1957): la íntima relación entre Eros y Tánatos, entre la pulsión sexual y el instinto de muerte.


El punto de partida de Bataille es la certeza de que en la petite mort del orgasmo experimentamos un avant-goût, una anticipación de la muerte definitiva. El recurso a imágenes de la agonía para expresar el clímax amoroso y al lenguaje del éxtasis para representar la muerte no es desde luego una invención de Bataille.


Lo encontramos en Wagner, en la poesía romántica, en Bernini y en Miguel Ángel, en los místicos españoles y en la lírica griega arcaica. Lo que Bataille cree haber hallado es un fundamento para la identificación entre Eros y Tánatos: tanto en la muerte como en la consumación erótica regresamos, desde la discontinuidad de la vida individual, a la continuidad originaria del Ser.

La identidad entre Eros y Tánatos sólo cobra sentido para Bataille en el contexto de la experiencia de lo sagrado. El erotismo es objeto de un tabú, de una prohibición (interdit) que ilumina lo prohibido “con una luz a la vez siniestra y divina: lo ilumina, en una palabra, con una luz religiosa”.


En el erotismo, como en lo sagrado, la prohibición no existe sin la transgresión. La prohibición excluye lo natural, los impulsos animales, para instaurar el dominio de lo cultural. Pero desde el mismo momento en que es formulada, la prohibición desencadena el retorno de lo excluido, de lo que se había rechazado con horror.


Los impulsos bestiales regresan en el sacrificio religioso, donde su violencia es moldeada como un material precioso y peligroso. El sacrificio es para Bataille el escenario último del erotismo.


Para explorar la íntima relación entre Eros y Tánatos, nuestra exposición dispone las figuras mitológicas en un itinerario casi narrativo que avanza desde la inocencia a la tentación, de la tentación a los suplicios de la pasión, hasta la expiación y la muerte.


Mostra na França reúne obras do Grupo de Bloomsbury

O museu "La Piscine", na cidade de Roubaix, norte da França, apresenta até 23 de fevereiro de 2010 a exposição "Le groupe de Bloomsbury", com quadros, manuscritos, cartas, livros e fotografias do movimento artístico inglês do início do século 20.


Fundado em 2001, o "La Piscine" - um antigo espaço de piscina municipal - refaz a trajetória do grupo que se inspirou nos modernistas franceses e tinha como figura central a escritora Virginia Woolf. Integravam o círculo do bairro londrino de Bloomsbury: Roger Fry, Clive Bell, Duncan Grant, Vanessa Bell e o economista John Maynard Keynes, este último atualmente na roda dos debates sobre a crise financeira mundial.

"Nascido no início do século passado no bairro londrino que lhe deu nome, o grupo se torna um fenômeno cultural único", diz a curadoria. As obras literárias de Virginia Woolf e as exposições organizadas por Roger Fry, que abriram a Grã Bretanha para a arte moderna, nasciam de um cruzamento de disciplinas.

A exposição reúne ainda quadros de Cézanne, Picasso, Matisse, Van Gogh e Gauguin, os mestres franceses. Parte do acervo veio de arquivos públicos e privados da Grã Bretanha, França e Alemanha. São mais de 150 obras: quadros, cerâmica, mobiliário e têxtil. A regra do grupo era exercer a crítica interna sem as barreiras do comodismo.

Terra Magazine (http://terramagazine.terra.com.br/ Terça, 29 de dezembro de 2009)

Lhasa de Sela, para nunca esquecer, desaparece aos 38 anos







Citação: James Greene

"Todo o bem que eu puder fazer, toda a ternura que eu puder demonstrar a qualquer ser humano, que eu os faça agora, que não os adie ou esqueça, pois não passarei duas vezes pelo mesmo caminho."
(James Greene)