Sarah Vaughan - Perdido



No meio destas vozes sentimo-nos.......perdidos..... ;-))

Billie Holiday - Strange Fruit



A arte de saber cantar a vida amarga.

Ella and Dinah Shore duet medley 1959




Continuando.... ;-))

Medley - Frank Sinatra & Dinah Shore



A arte de saber CANTAR a BOA Música....estão sempre nos nossos sentidos...

Medley
- A Foggy Day
- I've Got You Under My Skin
- Taking A Chance On Love
- They Can't Take That Away From Me
- All Of Me
- Daddy
- I Can't Give You Anything But Love
- You Must Have Been A Beautiful Baby

Receita de ano novo


Receita de ano novo
de Carlos Drummond de Andrade


Para você ganhar belíssimo Ano Novo
cor do arco-íris, ou da cor da sua paz,
Ano Novo sem comparação com todo o tempo já vivido
(mal vivido talvez ou sem sentido)
para você ganhar um ano
não apenas pintado de novo, remendado às carreiras,
mas novo nas sementinhas do vir-a-ser;
novo
até no coração das coisas menos percebidas
(a começar pelo seu interior)
novo, espontâneo, que de tão perfeito nem se nota,
mas com ele se come, se passeia,
se ama, se compreende, se trabalha,
você não precisa beber champanha ou qualquer outra birita,
não precisa expedir nem receber mensagens
(planta recebe mensagens?
passa telegramas?)


Não precisa
fazer lista de boas intenções
para arquivá-las na gaveta.
Não precisa chorar arrependido
pelas besteiras consumidas
nem parvamente acreditar
que por decreto de esperança
a partir de janeiro as coisas mudem
e seja tudo claridade, recompensa,
justiça entre os homens e as nações,
liberdade com cheiro e gosto de pão matinal,
direitos respeitados, começando
pelo direito augusto de viver.


Para ganhar um Ano Novo
que mereça este nome,
você, meu caro, tem de merecê-lo,
tem de fazê-lo novo, eu sei que não é fácil,
mas tente, experimente, consciente.
É dentro de você que o Ano Novo
cochila e espera desde sempre.

de Carlos Drummond de Andrade

No Natal até as divas do mudo falam

Estas foram as suas primeiras palavras... ..."Gimme a whiskey with ginger ale on the side and don't be stingy, baby."

"Natal" de Fernando Pessoa


Natal

O sino da minha aldeia,
Dolente na tarde calma,

Cada tua badalada

Soa dentro de minha alma.


E é tão lento o teu soar,

Tão como triste da vida,

Que já a primeira pancada

Tem o som de repetida.


Por mais que me tanjas perto

Quando passo, sempre errante,

És para mim como um sonho.

Soas-me na alma distante.


A cada pancada tua,

Vibrante no céu aberto,

Sinto mais longe o passado,

Sinto a saudade mais perto.



Fernando Pessoa

O Sentido do Natal segundo Tim Burton



IMDb Link: http://www.imdb.com/title/tt0107688/

Farto da monótona vida na cidade Halloween e de ser "O Rei Abóbora", Jack Skellington parte à descoberta de uma vida mais emotiva. Um dia encontra a "Vila Natal" e torna-se o "Pai Natal" que irá distribuir prendas muito especiais às crianças de todo o mundo...










The Nightmare Before Christmas (O estranho mundo de Jack)

Estados Unidos - 1993 - cor -76 min

Realização: Henry Selick

Vozes:
Danny Elfman
Chris Sarandon
Catherine O'Hara
William Hickey
Glenn Shadix
Paul Reubens

Guião: Tim Burton e Michael McDowell

Atenção aos excessos à mesa nesta quadra natalícia!!

É difícil ser moderado perante ceias recheadas de tentações, como azevias, sonhos, rabanadas, filhoses ou bolo-rei, que contêm invariavelmente excesso de açúcar e excesso de gordura.

Existem contudo estratégias que permitem gozar todos os prazeres gastronómicos, sem alterar um centímetro a silhueta. A primeira é provar um pouco de tudo, em pequenas porções. O paladar fica satisfeito e é assegurado algum equilíbrio entre os alimentos, os mais e os menos calóricos.

Se tiver controlo sobre a preparação das refeições, poderá ainda reduzir a percentagem de açúcar e gordura usados durante a confecção.

As “gorduras” e os “açúcares” não são, além disso, todos iguais. Possuem diferentes qualidades e funções, e têm, por este motivo, diferentes consequências na saúde. Analisemos ao pormenor alguns dos principais alimentos disponíveis na quadra natalícia.

Os três reis: bacalhau, azeite e couve
O bacalhau, talvez o alimento mais consumido nesta altura, é, sem dúvida, uma boa escolha para a noite de Consoada. Quer pelo seu elevado teor de proteína, mas também pelo baixo índice de gordura; menos de um por cento. Temperado com uma boa “noz de azeite”, o bacalhau constitui uma refeição relativamente light.

O azeite é definitivamente o maior fornecedor alimentar de ácidos gordos mono-insaturados, devendo por isso ser preferido em relação às outras gorduras, tanto para cozinhar como para temperar. A forma vantajosa como contribui para a protecção do aparelho cardiovascular, da pele, e prevenção da obstipação, há muito que foi reconhecida.

No entanto, “uma noz” não significa inundar o bacalhau de azeite. É preciso não esquecer que os lípidos fornecem uma elevada quantidade calórica – 9 kcal/grama.

Se a consoada for tradicional, e o bacalhau for acompanhado com batata e couve portuguesa, então temos a dieta mediterrânica no seu melhor. As couves em geral, nomeadamente as de cor verde escura, são alimentos ricos em fibras e vitaminas. Contribuem para uma sensação de saciedade e são praticamente desprovidas de calorias. Se optar pelo peru no forno, então saiba que esta é uma carne magra, com apenas cerca de cinco por cento de gordura. Em vez de o rechear de carnes vermelhas e margarina, manteiga, banha ou toucinho (ricos em ácidos gordos saturados), associados ao aumento de peso e do “mau colesterol” (LDL), preferira-o simples. Ou, então, invente um recheio que inclua, por exemplo, frutos secos.

Sobre a mesa: frutos e doces!
Terá muito tempo para experimentar os tradicionais doces de Natal, fora das refeições. Terminar a ceia com uma peça de fruta da época, ou mesmo uma salada que inclua muitas outras, como manga, uvas ou passas, certamente atrasará a avidez pelos doces. Se quiser adoçar a salada de fruta, sem usar o tradicional açúcar refinado, poderá adicionar geleia de milho, mel ou adoçantes naturais como a frutose. Ou, ainda, frutos secos, típicos e abundantes na mesa natalícia.

As amêndoas, avelãs, figos, passas, pinhões e nozes são ricos em ácidos gordos mono-insaturados e poli-insaturados e estão associados à manutenção da integridade celular e ao efeito protector de doenças cardiovasculares, porque actuam na redução do mau colesterol sanguíneo. Além disso, são ricos em vitaminas e minerais.

Mas cuidado. Tal como o azeite e os óleos vegetais, benéficos e necessários ao bom funcionamento do organismo, mais de metade da sua composição é gordura (possuem em média 600 kcal/100 g). Se quiser manter o peso, convém não ingerir mais de um punhado destes frutos, por cada dia de festa.

Na confecção de bolos e doces típicos da quadra festiva também é possível cortar nas calorias. No caso dos que incluem lacticínios, pode optar por leite, natas e iogurtes magros, ou meio-gordos. E por farinhas integrais.

Boas entradas, vinhos e digestivos
Prefira o vinho tinto ao branco, pelo seu valor nutritivo e propriedades antioxidantes, mas não beba mais de dois copos. As bebidas licorosas, ou outras, como whisky, vodka, gin ou aguardente, para além de mais alcoólicas que os vinhos, são também muito mais calóricas.

A maior parte dos médicos admite algumas transgressões neste período de festividades, embora recomendem uma maior moderação no caso dos diabéticos, arterioscleróticos, cardíacos e outros doentes cró- nicos, que possam agravar as suas patologias pela excessiva ingestão de álcool, açúcar e gorduras.

É conhecida a posição da endocrinologista Isabel do Carmo, segundo a qual “são permitidos quatro dias de transgressão: a véspera e o dia de Natal, bem como o último e o primeiro dia do ano, desde que se tenha cuidado com a alimentação durante o resto do ano”. E a do nutricionista Fernando Póvoas, ao salientar que “Natal é Natal, os dias a seguir já não são”.

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Boas gorduras! E boas frituras!

• Tempero a frio – É a melhor forma de usar o azeite e os óleos vegetais, porque as gorduras não sofrem qualquer degradação resultante do seu aquecimento.
• Gorduras mono-insaturadas – São as mais resistentes à fritura e as que menos se degradam a 180 ºC. É o caso do azeite e dos óleos de cártamo (ou açafroa), de colza (ou canola) e do óleo de amendoim.
• Aquecimento exagerado do azeite e dos óleos – Promove a formação de compostos tóxicos, alguns de características carcinogénicas.

Antes de fritar
• Os alimentos devem ser bem secos. E só devem ser introduzidos no óleo quando este estiver bem quente, a cerca de 180 ºC. Esta temperatura assegurará a formação de uma capa em seu redor que impede a migração dos nutrientes para o recipiente
• A maior parte dos congelados arrefece o óleo. Se este não estiver devidamente aquecido, os alimentos também absorverão demasiada gordura
• A gordura retida nos alimentos fritos aumenta de acordo com a área de contacto com o óleo. Por exemplo: 100 gramas de batata cozida fornecem 85 Kcal. A mesma quantidade frita, em palitos, chega às 330 Kcal. E a batata palha, às 550 Kcal: quase metade da necessidade calórica diária de uma mulher média

Depois da fritura

• O óleo deve ser filtrado e guardado num local escuro
• Os alimentos devem ser deixados a repousar num papel absorvente para eliminar o excesso de gordura
• Não é aconselhável utilizar o óleo ou o azeite mais de três ou quatro vezes
• Caso sejam perceptíveis quaisquer alterações na cor (escurecido), no cheiro, no sabor, ou se libertar fumo ou formar espuma, durante ou depois da fritura, devem ser imediatamente substituídos.

in http://www.maxima.xl.pt
imagens retiradas da internet

Ode com sentido errante


The tree of life - Gustav Klimt

Na minha rua já se vislumbram os primeiros sintomas que a primavera anda por aí. No inicio veio a dona Popota de Azevedo fazer pára-quedismo e o jacaré Anastácio, fascinado pela bela faixa de promoção do supe mecado MORDELO que pendia do belo pára-quedas colorido, ficou chato ou talvez esmagado pela falta de cuidado na dieta da doce paquiderme.

Depois foi o mais bonito e bucólico-romântico: Os elefantes decidiram começar a fazer os seus ninhos nas copas das árvores da minha rua...
Com tão enternecedora cena, não resisti a fazer um poema inspirado no poeta Afonso Lopes Vieira, e na sua obra "Os Ninhos", que por acaso não era dedicada aos paquidermes.

OS NINHOS ELEFANTIS
Os elefantinhos
tao engraçados
fazem os ninhos
com mil cuidados

São para os filhinos
que estão a fazer
atrás da árvore
com muito prazer

Na tromba trazem
coisas ligeiras
troncos de platano
e algumas oliveiras

De trombas vêm
todos vaidosos
Enchendo a pança
daqueles gulosos

E se pensas
balançar o ninho
de certeza ficas
bem esmagadinho

Bem nos lembremos
sempre também
que a primavera
é filha da mãe


Bom Natal com Boa Música!!!!!

Porque o Natal é quando um Homem quiser, como quiser e puder!!!


Christmas Jazz Trio




The Bubbha Thomas Christmas Jazz Show




Bill Susman Jazz Trio - Oh Christmas Tree




James Taylor - Have yourself a Merry little Christmas




Judy Garland-Have Yourself A Merry Little Christmas




Have Yourself a Merry Little Christmas - Frank Sinatra





Barbra Streisand - AVE MARIA




Ray Charles - Christmas In My Heart




JAMES BROWN - Soulful Christmas (1968)



Merry Christmas Baby- Bruce Springsteen




Merry Christmas Baby -- Charles Brown blues
(Danny Caron on guitar, Earl May on bass, Keith Copeland on drums)




Tom Waits - Christmas Card From a Hooker in Minneapolis

A maravilha do Tango Argentino!!!!!






Credits:

ARTISTIC DIRECTOR
Carolina Soler

DANCERS
Nelson Celis & Yanina Fajar
Pablo Sosa & Mariela Maldonado
Mauricio Celis & Ines Cuesta
German Cornejo & Carolina Giannini
Juan Malizia & Florencia Roldan

SINGER
Javier Di Ciriaco

MUSICIANS
Gabrial Clenar
Gerardo Scaglione
Marcelo Rebuffi
Hugo Satorre

PRODUCTION MANAGER/LIGHTING DESIGNER
Matt Cawrse
SOUND DESIGNER
Daniel McKay

COMPANY MANAGER
Toni Rudov

PRODUCERS
HVK Productions Pty Ltd
2/157 Toorak Road
South Yarra 3141
Australia
Mailing address: PO Box 9109
South Yarra Post Office 3141
Australia
Telephone: +61 3 9820-5477
Fax: +61 3 9820-5833
Email: Pia@akaaustralia.com.au
http://www.tango-fire.com

"Mónica" de Sophia de Mello Breyner Andresen

“Mónica é uma pessoa tão extraordinária que consegue simultaneamente: ser boa mãe de família, ser chiquíssima, ser dirigente da «Liga Internacional das Mulheres Inúteis», ajudar o marido nos negócios, fazer ginástica todas as manhãs, ser pontual, ter imensos amigos, dar muitos jantares, ir a muitos jantares, não fumar, não envelhecer, gostar de toda a gente, gostar dela, dizer bem de toda a gente, toda a gente dizer bem dela, coleccionar colheres do séc. XVII, jogar golfe, deitar-se tarde, levantar-se cedo, comer iogurte, fazer ioga, gostar de pintura abstracta, ser sócia de todas as sociedades musicais, estar sempre divertida, ser um belo exemplo de virtudes, ter muito sucesso e ser muito séria.
Tenho conhecido na vida muitas pessoas parecidas com a Mónica. Mas são só a sua caricatura. Esquecem-se sempre ou do ioga ou da pintura abstracta.
Por trás de tudo isto há um trabalho severo e sem tréguas e uma disciplina rigorosa e constante. Pode-se dizer que Mónica trabalha de sol a sol.
De facto, para conquistar todo o sucesso e todos os gloriosos bens que possui, Mónica teve que renunciar a três coisas: à poesia, ao amor e à santidade.
A poesia é oferecida a cada pessoa só uma vez e o efeito da negação é irreversível. O amor é oferecido raramente e aquele que o nega algumas vezes depois não o encontra mais. Mas a santidade é oferecida a cada pessoa de novo cada dia, e por isso aqueles que renunciam à santidade são obrigados a repetir a negação todos os dias.
Isto obriga Mónica a observar uma disciplina severa. Como se diz no circo, «qualquer distracção pode causar a morte do artista». Mónica nunca tem uma distracção. Todos os seus vestidos são bem escolhidos e todos os seus amigos são úteis. Como um instrumento de precisão, ela mede o grau de utilidade de todas as situações e de todas as pessoas. E como um cavalo bem ensinado, ela salta sem tocar os obstáculos e limpa todos os percursos. Por isso tudo lhe corre bem, até os desgostos.
Os jantares de Mónica também correm sempre muito bem. Cada lugar é um emprego de capital. A comida é óptima e na conversa toda a gente está sempre de acordo, porque Mónica nunca convida pessoas que possam ter opiniões inoportunas. Ela põe a sua inteligência ao serviço da estupidez. Ou, mais exactamente: a sua inteligência é feita da estupidez dos outros. Esta é a forma de inteligência que garante o domínio. Por isso o reino de Mónica é sólido e grande.
Ela é íntima de mandarins e de banqueiros e é também íntima de manicuras, caixeiros e cabeleireiros. Quando ela chega a um cabeleireiro ou a uma loja, fala sempre com a voz num tom mais elevado para que todos compreendam que ela chegou. E precipitam-se manicuras e caixeiros. A chegada de Mónica é, em toda a parte, sempre um sucesso. Quando ela está na praia, o próprio Sol se enerva.
O marido de Mónica é um pobre diabo que Mónica transformou num homem importantíssimo. Deste marido maçador Mónica tem tirado o máximo rendimento. Ela ajuda-o, aconselha-o, governa-o. Quando ele é nomeado administrador de mais alguma coisa, é Mónica que é nomeada. Eles não são o homem e a mulher. Não são o casamento. São, antes, dois sócios trabalhando para o triunfo da mesma firma. O contrato que os une é indissolúvel, pois o divórcio arruína as situações mundanas. O mundo dos negócios é bem-pensante.
É por isso que Mónica, tendo renunciado à santidade, se dedica com grande dinamismo a obras de caridade. Ela faz casacos de tricot para as crianças que os seus amigos condenam à fome. Às vezes, quando os casacos estão prontos, as crianças já morreram de fome. Mas a vida continua. E o sucesso de Mónica também. Ela todos os anos parece mais nova. A miséria, a humilhação, a ruína não roçam sequer a fímbria dos seus vestidos. Entre ela e os humilhados e ofendidos não há nada de comum.
E por isso Mónica está nas melhores relações com o Príncipe deste Mundo. Ela é sua partidária fiel, cantora das suas virtudes, admiradora de seus silêncios e de seus discursos. Admiradora da sua obra, que está ao serviço dela, admiradora do seu espírito, que ela serve.
Pode-se dizer que em cada edifício construído neste tempo houve sempre uma pedra trazida por Mónica.
Há vários meses que não vejo Mónica. Ultimamente contaram-me que em certa festa ela estivera muito tempo conversando com o Príncipe deste Mundo. Falavam os dois com grande intimidade. Nisto não há evidentemente, nenhum mal. Toda a gente sabe que Mónica é seriíssima toda a gente sabe que o Príncipe deste Mundo é um homem austero e casto.
Não é o desejo do amor que os une. O que os une e justamente uma vontade sem amor.
E é natural que ele mostre publicamente a sua gratidão por Mónica. Todos sabemos que ela é o seu maior apoio; mais firme fundamento do seu poder.”

in Contos Exemplares
Sophia de Mello Breyner Andresen

José Saramago disse...

"Há muita gente boa no mundo mas os maus organizam-se melhor"
- José Saramago em entrevista com Mário Crespo, no Jornal da Noite da SIC Notícias de hoje.

Bob Dylan - Mr. Bojangles



Mr. Bojangles aqui numa versão cantada por Bob Dylan e acompanhado por uma animação muito sui generis. Vale a pena ver e ouvir!

Robbie Williams live - Mr. Bojangles



Passados muitos anos, ainda há quem considere a "sua canção antiga preferida". É o caso de Robbie Williams que aqui a canta num dos seus espectáculos de audiências da ordem dos milhares...de jovens. Ainda há "bons rapazes"...apesar... ;-)

Sammy Davis Jr. - Mr. Bojangles



A mesma canção e outra homenagem a Mr. Bojangles, aqui por Sammy Davis Jr..

Mr Bojangles - Nina Simone


Shirley Temple - When I Grow Up



Shirley Temple, uma das meninas prodígio do cinema americano. Neste tempo ainda não se pensava em "exploração infantil".

Bill Bojangles Robinson and Shirley Temple



No filme "The Little Colonel" (1935)

Mr. Bojangles foi um génio do sapateado, tendo chegado a actuar na Casa Branca para vir a morrer na miséria em Nova York. No seu funeral, foi acompanhado milhares de pessoas e George Gerswin foi uma das pessoas que carregou com o seu caixão.

Koyaanisqatsi, Uma Vida Fora do Equilíbrio

Com produção de Francis Ford Coppola e música de Philip Glass, Uma Vida Fora do Equilíbrio emociona e faz pensar. Mostra algo que já está claro para algumas pessoas, o caos que se instaura a cada momento no quotidiano das pessoas. O filme é o primeiro da trilogia Quatsi - Koyaanisqatsi (vida desequilibrada), Powaqqatsi (vida em transformação) e Naqoyqatsi (vida em guerra). A palavra é de origem indígena - Hopi - e pode ser traduzida como vida louca, tumultuada, em desintegração, em desequilíbrio, ou, ainda, como uma existência que clama por outro modo de vida. Produzido e dirigido por Godfrey Reggio e com a trilha sonora de Philip Glass, o filme "expressa" a desarmonia da vida urbana e tecnológica a partir do "esquecimento" ou "apagamento" do outro "natural" que a constitui. A vida na cidade, envolvida no simulacro, na repetição e no clichê, favorece a regularidade desequilibrada que afasta os moradores das metrópoles do verdadeiro centro de harmonia: a natureza. De matiz romântico e apocalíptico, as imagens-movimento de Reggio acompanhadas da música de Glass repercutem três grandes profecias Hopi: 1. Se escavarmos coisas preciosas da terra, estaremos atraindo o desastre; 2. Perto do dia da purificação, haverá teias de aranha de um lado a outro do céu; e, 3. Um recipiente de cinzas poderá um dia cair do céu, queimar a terra e agitar os oceanos.
in http://www.geocities.com/projetoperiferia6/Koyaanisqatsi.htm


Koyaanisqatsi (trailer),
Documentário, 1982

A AMNÉSIA DA AMNISTIA INTERNACIONAL





Na comemoração dos 60 anos da carta da declaração dos direitos do homem, uma organização se assume tomar para si esta declaração que deveria de ser de toda a humanidade. E decide, de forma autista, celebrar o facto com alguns debates, sem dúvida necessários, mas não neste país onde se violam os direitos humanos das pessoas que sofrem com o desemprego, a exclusão e a pobreza ou ameaça dela. Reconheço o pendor pouco democrático de alguns elementos da referida associação e gostaria de ver a sua opinião sobre a violência de género e pedofilia, quando é normal só pensarem nos direitos dos réus agressores e desprezarem as vitimas da violência daqueles. Peço um momento de humanismo da amnistia para reflectirem a forma como estão a ser tratados neste país alguns artigos da Declaração Universal dos Direitos do Homem.

Artigo 22.º
Toda a pessoa, como membro da sociedade, tem direito à segurança social; e pode legitimamente exigir a satisfação dos direitos económicos, sociais e culturais indispensáveis, graças ao esforço nacional e à cooperação internacional, de harmonia com a organização e os recursos de cada país.

Artigo 23.º
1. Toda a pessoa tem direito ao trabalho, à livre escolha do trabalho, a condições equitativas e satisfatórias de trabalho e à protecção contra o desemprego. 2. Todos têm direito, sem discriminação alguma, a salário igual por trabalho igual. 3. Quem trabalha tem direito a uma remuneração equitativa e satisfatória, que lhe permita e à sua família uma existência conforme com a dignidade humana, e completada, se possível, por todos os outros meios de protecção social.
4. Toda a pessoa tem o direito de fundar com outras pessoas sindicatos e de se filiar em sindicatos para defesa dos seus interesses.

Artigo 24.º
Toda a pessoa tem direito ao repouso e aos lazeres e, especialmente, a uma limitação razoável da duração do trabalho e a férias periódicas pagas.

Artigo 25.º
1. Toda a pessoa tem direito a um nível de vida suficiente para lhe assegurar e à sua família a saúde e o bem-estar, principalmente quanto à alimentação, ao vestuário, ao alojamento, à assistência médica e ainda quanto aos serviços sociais necessários, e tem direito à segurança no desemprego, na doença, na invalidez, na viuvez, na velhice ou noutros casos de perda de meios de subsistência por circunstâncias independentes da sua vontade.

Billie Holiday


Billie Holiday - Lady Sings the Blues

Vida de martírio e uma voz de ouro! The Lady Sings the Blues como nenhuma outra!

"1. Some Other Spring
A minha mãe e o meu pai eram ainda duas crianças quando se casaram. Ele tinha dezoito, ela tinha dezasseis e eu três anos. (...)"
in "Lady sings the blues", Ed. Antígona

Miles Davis - No Blues


Miles Davis - No Blues

My Funny Valentine


Stan Getz & Chet Baker : My Funny Valentine

O Sentido da Paixão: Chet Baker - Live At Ronnie Scott's (1986)


No início dos anos 1950, o trompetista-vocalista Chet Baker foi o "James Dean do jazz".
Abençoado pela boa aparência, um estilo lírico e sofisticado trompete, Baker impulsionou a sua brilhante e trágica carreira na Califórnia, com 22 anos, quando o grande saxofonista Charlie Parker o convidou para integrar a sua banda.
Décadas depois, Baker envolveu-se em drogas, foi preso e espancado por traficantes, perdendo alguns dentes com impacto directo na forma de tocar. Este facto, obrigou-o "a enveredar por outras vertentes e nuances do instrumento, alcançando, deste modo, sonoridades ímpares e inconfundíveis" (Wikipédia).
Este vídeo de 1986, dois anos antes da queda para a morte num hotel de Amsterdão, capta a dolorosa poesia e arte de um génio frágil e apaixonado, registado no famoso clube jazz de Londres: Ronnie Scott's.
A eles se juntam os geniais Van Morrison e Elvis Costello, neste video indispensável para quem ama a música.

Sequência:
1. Ellen David
2. Just Friends
3. Shifting Down
4. Send in the Clowns (with Van Morrison)
5. If I Should Lose You
6. My Ideal
7. Love for Sale
8. The Very Thought of You (with Elvis Costello)
9. You Don't Know What Love Is (with Elvis Costello)
10. I'm a Fool to Want You












O Sabor do Chocolate

Charlie and the Chocolate Factory (2005)

Não consta que Johnny Depp alguma vez tenha percorrido as fotogénicas ruas de Óbidos, nem que sonhe com a muito concorrida Feira do Chocolate. Esperei encontra-lo no sábado na inauguração da exposição dedicada ao Rafael Bordalo Pinheiro, mas apenas encontrei uma feira de vaidades de Pavões inchados entre a fauna criada pelo ceramista. A cereja no bolo, não de chocolate, foi a presença do colega bloguista José Pacheco Pereira. Não consegue o brilhantismo de Tim Burton, mas é um mágico a manipular as opiniões. Passemos à frente que destes eventos a história não conta, mas não ignora os bons filmes que nos confortam a alma.

Óbidos tinha ficado para trás e a vontade de um bom chocolate era mais que muita. Numa noite fria de Novembro um chocolate quente, a companhia certa, o fiel Ruffy, uma manta nos joelhos e comando em riste para ver Charlie e a Fábrica de Chocolate...

IMDb: http://www.imdb.com/title/tt0367594/

Realização: Tim Burton (USA / UK - Cor -2005)

Elenco:
Johnny Depp ... Willy Wonka
Freddie Highmore ... Charlie Bucket
David Kelly ... Grandpa Joe
Helena Bonham Carter ... Mrs. Bucket
Noah Taylor ... Mr. Bucket
Missi Pyle ... Mrs. Beauregarde
James Fox ... Mr. Salt
Deep Roy ... Oompa Loompa
Christopher Lee ... Dr. Wonka
Adam Godley ... Mr. Teavee
Franziska Troegner ... Mrs. Gloop
AnnaSophia Robb ... Violet Beauregarde
Julia Winter ... Veruca Salt
Jordan Fry ... Mike Teavee
Philip Wiegratz ... Augustus Gloop

O mundo estranho de Tim Burton


Timothy "Tim" William Burton nasceu a 25 de Agosto de 1958. Singular realizador americano, reconhecido pela "Academia", os seus ambientes sombrios e o actor fetiche, Johnny Depp, são imagens de marca. Alem de notável realizador e produtor também o é como escritor e desenhador de atmosferas imaginarias e sombrias inconfundíveis dos seus filmes, que lhe dão a inevitável visibilidade e o projectam como personalidade de culto.

IMDB: http://imdb.com/name/nm0000318/

Filmografia;
1971 The Island of Doctor Agor
1979 Doctor of Doom
1979 Stalk of the Celery
1982 Hansel and Gretel (TV) - Hansel e Gretel
1982 Vincent - Vincent
1982 Luau
1984 Frankenweenie - Frankenweenie
1985 Pee-wee's Big Adventure - A Grande Aventura de Pee-wee
1986 Faerie Tale Theatre: Alladin and His Wonderful Lamp (TV) - Aladino e a lâmpada mágica
1986 Alfred Hitchcock Presents: The Jar (TV) - The Jar
1988 Beetlejuice - Os Fantasmas Divertem-se
1989 Batman - Batman
1990 Edward Scissorhands - Eduardo Mãos-de-Tesoura
1992 Batman Returns - Batman Regressa
1993 The Nightmare Before Christmas - O Estranho Mundo de Jack
1994 Ed Wood - Ed Wood
1994 Cabin Boy - Marujo à Força/Todos a Bordo
1996 Mars Attacks! - Marte Ataca!
1996 James and the Giant Peach - James e o Pêssego Gigante
1999 Sleepy Hollow - A Lenda do Cavaleiro Sem Cabeça
2000 World of Stainboy
2001 Planet of the Apes - Planeta dos Macacos
2003 Big Fish - Peixe Grande e Suas Histórias Maravilhosas
2005 Charlie and the Chocolate Factory - Charlie e a Fábrica de Chocolate
2006 Corpse Bride - A Noiva-Cadáver
2007 Sweeney Todd - "Sweeney Todd"

O pior realizador de todos os tempos segundo Tim Burton

Ed Wood (1994)

IMDb: http://www.imdb.com/title/tt0109707/
Realização: Tim Burton – P/B (EUA- 1994)

Elenco:
Johnny Depp ... Ed Wood
Martin Landau ... Bela Lugosi
Sarah Jessica Parker ... Dolores Fuller
Patricia Arquette ... Kathy O'Hara
Jeffrey Jones ... Criswell
G.D. Spradlin ... Reverend Lemon
Vincent D'Onofrio ... Orson Welles
Bill Murray ... Bunny Breckinridge
Mike Starr ... Georgie Weiss

Descrição: Um biopic(*) da vida e obra do lendário "pior realizador de todos os tempos", Edward D. Wood, Jr., concentrando-se sobre o mais conhecido período da sua vida nos anos 1950, quando realizou "Glen ou Glenda", "Noiva do Monstro 'e' Plan 9 From Outer Space», alguma bizarria e a amizade com a estrela do cinema de terror Bela Lugosi.

Biopic - Filme biografico baseado na vida de uma pessoa famosa.