Humor em tempo de crise

Existem várias formas de assaltar um banco.

A melhor, é geri-lo.



Obrigada António!! Não resisti a publicar isto! ;-))

Fundamentalismo também é Fascismo!

França censura cachimbo de Sr. Hulot

As leis anti-tabagistas acabaram de atingir um dos maiores icones do cinema francês: Jacques Tati, o incontornável Senhor Hulot, viu o cachimbo que sempre acompanha a personagem que o imortalizou ser censurado na publicidade a um ciclo em sua homenagem.

Uma exposição na Cinemateca Francesa dedicada a Jacques Tati chegou recentemente às primeiras páginas dos jornais do hexágono por uma questão que pouco tinha a ver com cinema: é que, para fazer respeitar a lei que proíbe a exibição de álcool ou tabaco em materiais publicitários em França, teve de ser alterada a imagem que apresenta o icónico Senhor Hulot, para substituir o seu eterno cachimbo na boca por... um moinho de vento.

Macha Makeïev, comissário da exposição que se intitula «Tati, deux temps, trois mouvements», recusou inicialmente a proibição, mas o acordo da Cinemateca Francesa com as redes de Metro e Autocarro, em que a publicidade é extensamente utilizada, obrigou a contornar o problema de outra forma, cedendo à eliminação do cachimbo nos cartazes afixados nesses locais. Segundo afirmou Makaïev, «ainda propus substituir o cachimbo pelo caligrama «ceci n’est pas une pipe», mas eles não aceitaram. Propus então mascarar o cachimbo de forma tão evidente que saltasse à vista de todos».

Surgiu assim a ideia do moinho de vento amarelo, cujo absurdo resultaria certamente adequado num filme do próprio Jacques Tati. O realizador Costa-Gavras, ex-presidente da Cinemateca, afirmou ao «Le Parisien» que a situação «é absurda e risível. Acho que o faria [a Tati] morrer de riso».

Jacques Tati foi um dos grandes mestres da comédia no cinema, com uma filmografia curta mas genial, que explorou como ninguém os pequenos e grandes absurdos da vida moderna. «Há Festa na Aldeia», de 1949, foi a primeira longa-metragem que assinou, a que se seguiu o incontornável «As Férias do Sr. Hulot», em 1953, em que criaria a impagável e imorredoira figura do Senhor Hulot. Sempre de cachimbo nos lábios e catalisador de mil e um desastres, Hulot protagonizaria ainda os filmes «O Meu Tio», vencedor do Óscar de Melhor Filme Estrangeiro em 1958, «Playtime – Vida Moderna» (1967) e «Trafic – Sim, Senhor Hulot» (1971).

Luís Salvado - 20-04-2009

Aprender Economia em 3 clips...





MayDay Lisboa 2009: Parada de Precários e Desempregados

Na próxima 6ª feira, 1º de Maio

Largo Camões, a partir das 12h





O MayDay é uma parada contra a precariedade, que vem marcando o 1º de Maio em várias cidades por esse mundo fora, desde da estreia em 2001, em Milão. Chegou há dois anos a Lisboa e este ano acontece também no Porto.

Conscientes de que a mudança das nossas vidas exige muito mais, recusamos a espera e a resignação. O MayDay é uma força comum que, cansada de carregar o peso de todo um sistema económico que lhe usurpa a vida, quer criar autonomamente e decidir livremente.

Por isso nos juntamos a 1 de Maio. Somos "recibos verdes" e trabalhadores de empresas de trabalho temporário, estagiários e pensionistas, imigrantes e endividados perante o banco, estudantes-(já/ainda/quase)-trabalhadores e operadores de call-center, bolseiros e intermitentes do espectáculo, contratados a prazo e desempregados ou, simplesmente, pessoas que não aceitam a chantagem da precariedade.


in http://www.maydaylisboa.net/


Não deixem de ver este site!!!

Da confusão nasce... o caos

O que mais me repugna numa sociedade que se diz democrática é a existência de empresas de trabalho temporário. Sempre considerei indispensáveis empresas que forneçam serviços especializados a outras empresas, usando a economia de escala para a especialização dos seus funcionários efectivos. Entendo que as empresas devem recorrer a serviços de outsourcing sempre que precisem de técnicos especializados para tarefas específicas para as quais não tenham colaboradores habilitados. Contudo não aceito as empresas que promovem os novos escravos e que se assumem como empresas de trabalho temporário. Este termo só esconde uma forma de exploração medieval permitida pelos governos ditos democráticos e a fórmula é simples: os patrões, não os empresários, contratam estes esclavagistas, para arranjarem pessoas dispostas a ganhar uma pequena parte do valor contratado para a tarefa. O resto fica para a empresa angariadora da mão-de-obra.

Em Portugal o trabalho temporário tem um provedor que afirma:” trabalho temporário deveria ser fiscalizado pela ASAE”.

É o público de 7 de Abril que dá a notícia e acrescenta: “ A maioria das empresas torce o nariz à ideia mas Vitalino Canas, provedor do Trabalho Temporário (PTT), considera que seria necessário haver mais fiscalização no sector e que a Autoridade de Segurança Alimentar e Económica (ASAE) seria o veículo ideal para isso.

Em declarações ao PÚBLICO, à margem da apresentação do primeiro relatório de actividade do PTT, que completa 18 meses de actividade, Vitalino Canas defendeu que é preciso começar a discutir já o regime jurídico de licenciamento das empresas de trabalho temporário.Actualmente, segundo informações disponíveis no site PTT, há cerca de 240 empresas do sector a operar em Portugal. Contudo, adianta Vitalino Canas, “ninguém sabe quantas empresas não legalizadas há”.De acordo com o PTT, “a legislação do licenciamento terá de ser revista e, embora a maior parte das empresas de trabalho sustente que o licenciamento deveria passar para a alçada do Ministério da Economia [em vez de estar a cargo do Instituto de Emprego e Formação Profissional], isso só faria sentido se fosse acompanhado por mais fiscalização, através da ASAE”.Vitalino Canas confessa que as empresas de trabalho temporário “não gostam desta solução”, embora queiram uma maior fiscalização do sector, até para se protegerem da “concorrência desleal das empresas ilegais”


·Paralelamente, o PTT defende que a actual lei de licenciamento não impede grandes empresas – sobretudo da banca e dos serviços públicos – de criarem as suas próprias empresas de trabalho temporário para “diminuir custos de pessoal e satisfazer necessidades geralmente permanentes de recursos humanos
”.

O dia do trabalhador aproxima-se e é urgente pensar nestas questões que degradam a nossa sociedade e nos levam, fatalmente para o abismo. A fome das pessoas é a ignição da revolta. Por tudo isto devemos estar atentos aos movimentos que surgem na sociedade. MayDay é um movimento em que é manifesta alguma confusão misturada com ingenuidade e generosidade…


Acção MayDay Lisboa 2009 :: Encerramento de ETTs



“O MayDay é uma parada de precári@s, que vem marcando o 1º de Maio em várias cidades por esse mundo fora, desde da estreia em 2001, em Milão. No ano passado, a iniciativa MayDay chegou a Lisboa, juntando algumas centenas de pessoas contra a precariedade no trabalho e na vida. Este ano, o MayDay Lisboa já começou: uma organização aberta a tod@s, que vai fazendo assembleias, acções públicas, festas, etc. Na parada MayDay cabemos tod@s: mais nov@s e mais velh@s, operadores de call-center, "caixas" de supermercado, cientistas a bolsa, intermitentes, desempregad@s, estagiári@s, contratad@s a prazo, estudantes que vivem ou pressentem a precariedade,…

A 1 de Maio juntamo-nos contra a exploração, contra o emagrecimento dos apoios sociais e à habitação, desafiando o cinzentismo e continuando o percurso de mobilização e visibilidade. Contamos contigo?

No dia 1 de Maio vamos para a rua. Porque esta não foi apenas feita para albergar sedes de empresas, escritórios, restaurantes de comida rápida e outros locais onde decorre todo um estado de excepção laboral, onde a exploração, o abuso, a instabilidade e a ilegalidade se tornaram lei.

No dia 1 de Maio queremos transformar a rua num espaço em que desfila a alegria da recusa de uma vida aos bocados.”

Do manifesto no blogue http://maydaylisboa.blogspot.com/

Um documento do 25 de Abril



Horst Josch - Fotografia

http://www.horstjosch.com/

Fotografia para deslumbrar!

Russel James - Fotografia

in http://www.studiorusselljames.com/#/art/backstage/the-collection/

Humor pós 25 de Abril ;-))

Dois leões fugiram do Jardim Zoológico.
Na fuga, cada um tomou um rumo diferente.
Um dos leões foi para as matas e o outro foi para o centro da cidade.

Procuraram os leões por todo o lado, mas ninguém os encontrou.

Depois de um mês, para surpresa geral, o leão que voltou foi justamente o que fugira para as matas.Voltou magro, faminto, alquebrado.

Assim, o leão foi reconduzido à sua jaula.

Passaram-se oito meses e ninguém mais se lembrou do leão que fugira para o centro da cidade, quando um dia, o bicho foi recapturado.

E voltou ao Jardim Zoológico, gordo, sadio, vendendo saúde.

Mal ficaram juntos de novo, o leão que fugira para a floresta perguntou ao colega:
- Como é que conseguiste ficar na cidade esse tempo todo e ainda voltar com saúde? Eu, que fugi para a mata, tive que voltar, porque quase não encontrava o que comer...
O outro leão então explicou:
- Enchi-me de coragem e fui esconder-me numa repartição pública. Cada dia comia um funcionário e ninguém dava por falta dele.
- E por que voltaste então para cá? Tinham-se acabado os funcionários?
- Nada disso. Funcionário público é coisa que nunca se acaba. É que eu cometi um erro gravíssimo. Já tinha comido o director geral, dois superintendentes, cinco adjuntos, três coordenadores, dez assessores, doze chefes de secção, quinze chefes de divisão, várias secretárias, dezenas de funcionários e ninguém deu por falta deles! Mas, no dia em que comi o desgraçado que servia o cafezinho... Estraguei tudo! : )

(Obrigada ao amigo Luis Pelote)

"No comboio descendente" - Fernando Pessoa e José Afonso



Composição: Fernando Pessoa / José Afonso

No comboio descendente
Vinha tudo à gargalhada.
Uns por verem rir os outros
E outros sem ser por nada
No comboio descendente
De Que luz à Cruz Quebrada...

No comboio descendente
Vinham todos à janela
Uns calados para os outros
E os outros a dar-lhes trela
No comboio descendente
De Cruz Quebrada a Palmela...

No comboio descendente
Mas que grande reinação!
Uns dormindo, outros com sono,
E os outros nem sim nem não
No comboio descendente
De Palmela a Portimão

"Falar de José Afonso no seu 80º aniversário" - Palestra, 30 de Abril, 5ªf, 15h

Com Helena Afonso (filha de José Afonso), Manuel Freire e José Santa-Bárbara.

30 de Abril, 5ªf, 15h, Auditório da Universidade Sénior Rainha D. Leonor (USRDL) das Caldas da Rainha.

Organização da Comissão de Alunos da USRDL.

Vem e traz um amigo também!!!

"Traz Outro Amigo Também" - José Afonso

"Pedra Filosofal" de António Gedeão, por Manuel Freire



Pedra Filosofal

Eles não sabem que o sonho

é uma constante da vida

tão concreta e definida

como outra coisa qualquer,

como esta pedra cinzenta

em que me sento e descanso,

como este ribeiro manso

em serenos sobressaltos,

como estes pinheiros altos

que em verde e oiro se agitam,

como estas aves que gritam

em bebedeiras de azul.



eles não sabem que o sonho

é vinho, é espuma, é fermento,

bichinho álacre e sedento,

de focinho pontiagudo,

que fossa através de tudo

num perpétuo movimento.



Eles não sabem que o sonho

é tela, é cor, é pincel,

base, fuste, capitel,

arco em ogiva, vitral,

pináculo de catedral,

contraponto, sinfonia,

máscara grega, magia,

que é retorta de alquimista,

mapa do mundo distante,

rosa-dos-ventos, Infante,

caravela quinhentista,

que é cabo da Boa Esperança,

ouro, canela, marfim,

florete de espadachim,

bastidor, passo de dança,

Colombina e Arlequim,

passarola voadora,

pára-raios, locomotiva,

barco de proa festiva,

alto-forno, geradora,

cisão do átomo, radar,

ultra-som, televisão,

desembarque em foguetão

na superfície lunar.



Eles não sabem, nem sonham,

que o sonho comanda a vida,

que sempre que um homem sonha

o mundo pula e avança

como bola colorida

entre as mãos de uma criança.



In Movimento Perpétuo, 1956

25 de Abril de 1974, 35 anos depois

Que não se apaguem da memória os valores de um 25 de Abril de há 35 anos atrás, no meio de tanta espuma que envolve os nossos dias...

Paulo de Carvalho - "E Depois de Adeus", Festival da Canção da Eurovisão de 1974





Senha 1 da Revolução dos Cravos, 25 de Abril de 1974

E Depois do Adeus
Paulo de Carvalho
Letra - José Niza, Música - José Calvário

Quis saber quem sou
O que faço aqui
Quem me abandonou
De quem me esqueci
Perguntei por mim
Quis saber de nós
Mas o mar
Não me traz
Tua voz.

Em silêncio, amor
Em tristeza e fim
Eu te sinto, em flor
Eu te sofro, em mim
Eu te lembro, assim
Partir é morrer
Como amar
É ganhar
E perder


Tu vieste em flor
Eu te desfolhei
Tu te deste em amor
Eu nada te dei
Em teu corpo, amor
Eu adormeci
Morri nele
E ao morrer
Renasci

E depois do amor
E depois de nós
O dizer adeus
O ficarmos sós
Teu lugar a mais
Tua ausência em mim
Tua paz
Que perdi
Minha dor que aprendi
De novo vieste em flor
Te desfolhei...

E depois do amor
E depois de nós
O adeus
O ficarmos sós.

Duarte Mendes - "Madrugada", Festival da Canção da Eurovisão de 1975



Dos que morreram sem saber porquê
Dos que teimaram em silêncio e frio
Da força nascida do medo
Da raiva à solta manhã cedo
Fazem-se as margens do meu rio.

Das cicatrizes do meu chão antigo
E da memória do meu sangue em fogo
Da escuridão a abrir em cor
De braço dado e a arma flor
Fazem-se as margens do meu povo

Canta-se a gente que a si mesma se descobre
E acordem luzes arraias
Canta-se a terra que a si mesma se devolve
Que o canto assim nunca é demais

Em cada veia o sangue espera a vez
Em cada fala se persegue o dia
E assim se aprendem as marés
Assim se cresce e ganha pé
Rompe a canção que não havia

Acordem luzes nos umbrais que a tarde cega
Acordem vozes, arraiais
Cantam despertos na manhã que a noite entrega
Que o canto assim nunca é demais

Cantem marés por essas praias de sargaços
Acordem vozes, arraiais
Corram descalços rente ao cais, abram abraços
Que o canto assim nunca é demais
O canto assim nunca é demais

Como eram as coisas.....antes de 1974

O Início da Guerra do Ultramar



Salazar - Discurso 10 anos do 28 Maio

A censura e a PIDE no tempo de Salazar

Registo gráfico de José Afonso por Nuno Mendanha.



in http://www.youtube.com/watch?v=FT_7_BpwUYI

25 ABRIL 1974. Registo gráfico de José Afonso por Nuno Mendanha.

No dia 24 de Abril de 1974, um grupo de militares comandados por Otelo Saraiva de Carvalho instalou secretamente o posto de comando do movimento revolucionário no quartel da Pontinha, em Lisboa.
Às 22h 55m é transmitida a canção "E depois do Adeus", de Paulo de Carvalho, pelos Emissores Associados de Lisboa, emitida por Luís Filipe Costa. Este foi um dos sinais previamente combinados pelos golpistas e que desencadeou a tomada de posições da primeira fase do golpe de estado.
O segundo sinal foi dado às 0h20 m, quando foi transmitida a canção "Grândola Vila Morena", de José Afonso, pelo programa Limite, da Rádio Renascença, que confirmava o golpe e marcava o início das operações. O locutor de serviço nessa emissão foi Leite de Vasconcelos, jornalista e poeta moçambicano.
O golpe militar do dia 25 de Abril teve a colaboração de vários regimentos militares que desenvolveram uma acção concertada.
No Norte, uma força do CICA 1 liderada pelo Tenente-Coronel Carlos Azeredo toma o Quartel-General da Região Militar do Porto. Estas forças são reforçadas por forças vindas de Lamego. Forças do BC9 de Viana do Castelo tomam o Aeroporto de Pedras Rubras. Forças do CIOE tomam a RTP e o RCP no Porto. O regime reagiu, e o ministro da Defesa ordenou a forças sedeadas em Braga para avançarem sobre o Porto, no que não foi obedecido, já que estas já tinham aderido ao golpe.
À Escola Prática de Cavalaria, que partiu de Santarém, coube o papel mais importante: a ocupação do Terreiro do Paço. As forças da Escola Prática de Cavalaria eram comandadas pelo então Capitão Salgueiro Maia. O Terreiro do Paço foi ocupado às primeiras horas da manhã. Salgueiro Maia moveu, mais tarde, parte das suas forças para o Quartel do Carmo onde se encontrava o chefe do governo, Marcelo Caetano, que ao final do dia se rendeu, fazendo, contudo, a exigência de entregar o poder ao General António de Spínola, que não fazia parte do MFA, para que o "poder não caísse na rua". Marcelo Caetano partiu, depois, para a Madeira, rumo ao exílio no Brasil.
A revolução resultou na morte de 4 pessoas, quando elementos da polícia política (PIDE) dispararam sobre um grupo que se manifestava à porta das suas instalações na Rua António Maria Cardoso, em Lisboa.
O cravo tornou-se o símbolo da Revolução de Abril de 1974; Com o amanhecer as pessoas começaram a juntar-se nas ruas, solidários com os soldados revoltosos; alguém (existem várias versões, sobre quem terá sido, mas uma delas é que uma florista contratada para levar cravos para a abertura de um hotel, foi vista por um soldado que pôs um cravo na espingarda, e em seguida todos o fizeram), começou a distribuir cravos vermelhos para os soldados, que depressa os colocaram nos canos das espingardas.

in http://www.youtube.com/watch?v=FT_7_BpwUYI

Por favor, agradecemos, no caso de esta informação não estar correcta, que nos corrijam. Obrigado.

Comunicado do Posto de Comando do MFA e resumo da revolução

Exposição "Figurações" de Raquel Reis

COMPREENDER A CRISE..

... Conhecendo as figuras chave...

Bernard Leon Madoff, nascido em 29 de abril de 1938, foi o presidente de uma sociedade de investimento que tem o seu nome e que fundou em 1960. Esta sociedade foi uma das mais importantes de Wall Street. Madoff também foi uma das principais figuras da filantropia judaica, além de ter sido presidente da Nasdaq (bolsa eletrônica nos Estados Unidos que reúne ações de empresas de alta tecnologia, informática, telecomunicações e outros ramos).

Em 11 de dezembro de 2008, quinta-feira, Madoff foi detido pelo FBI e acusado de fraude. O juiz federal Louis L. Stanton congelou os activos de Madoff. Suspeita-se que a fraude tenha alcançado mais de 50 bilhões de dólares, o que a torna a segunda maior fraude financeira levada a cabo por uma só pessoa. Este tipo ilegal de investimento, conhecido por esquema Ponzi, tem como base a remuneração dos primeiros participantes pelos últimos que entraram em jogo. Uma vez confirmadas as acusações, o executivo poderá pegar pena de até vinte anos de prisão e multa de até US$ 5 milhões.

Em 5 de janeiro de 2009, o Comitê de Serviços Financeiros da Câmara de Representantes norte-americano realizou a primeira audiência para descobrir como a SEC (Comissão de Valores Mobiliários dos Estados Unidos) não evitou a fraude de Madoff.

Segundo os agentes americanos, Bernard Madoff estava prestes a enviar US$ 173 milhões em cheques pelo correio, antes de ser preso.

Em 28 de janeiro de 2009, o banco Santander decide assumir o valor investido pelos clientes que tiveram prejuízos no golpe Madoff. O capital, que a instituição irá reembolsar, custará o equivalente a 1,38 bilião de euros


...de forma bem disposta....



... ou talvez mais séria...






... e explicada pelos protagonistas.


Dia Mundial do Livro e Dia de S. Jorge


O Dia Mundial do Livro e do Direito de Autor é comemorado, desde 1996, por decisão da UNESCO, a 23 de Abril.
Dia de S. Jorge, esta data foi escolhida para honrar a velha tradição catalã segundo a qual, neste dia, os cavaleiros oferecem às suas damas UMA ROSA VERMELHA DE SÃO JORGE (Saint Jordi) e recebem em troca, um livro.
Nesta mesma data é prestada homenagem à obra de grandes escritores: Shakespeare e Cervantes, falecidos em 1616, exactamente a 23 de Abril.

Note-se que, em Portugal, já em 1495, é publicado o livro VITA CHRISTI que é o primeiro livro em português impresso em Lisboa e custeado pela Rainha D. Leonor.

Libertação dos Presos Politicos

Tempos houve, em Portugal, em que ter opinião era delito com direito a prisão sem direitos. Poucos de lembram de um estado autocrático onde a democracia era apenas um sonho e uma dura luta em que muitos perderam a vida e a cidadania. Em 1974 o sonho tornou-se realidade e as prisões politicas abriram as portas para que os condenados pelo delito de opinião voltassem à luz. A alegria inundou as ruas...

35 anos depois, alguns gostariam de voltar a esses dias onde a critica e o pensamento fossem punidos com dureza. O poder não gosta de vozes discordantes, mesmo quando esse poder foi conseguido por eleições democráticas. A sociedade está doente e a democracia está em perigo. Pensar voltou a ser acto subversivo. Falar alto voltou a ser proibido. Temos medo que nos retirem o pouco que ainda temos para sobreviver. O poder vicia e os políticos não querem perder o poder.
É preciso voltar a falar alto e a respeitar a opinião do outro. Podemos ser daquela opinião e da contrária, se for preciso, mas temos o direito de a ter. O confronto de opiniões é necessário, porque da discussão nasce a luz, com o povo diz. E eu acrescento: se alguém tem a mesma opinião que eu, um de nós está a mais...
Para que nos esqueçamos de um dos desígnios de Abril, a libertação dos presos políticos, como nos lembrou oportunamente a nossa amiga Isabel.

bob dylan - like a rolling stone (newport 65')


bob dylan - like a rolling stone (newport 65')

Bob Dylan - Live at the Newport Folk Festival



Bob Dylan - Live at the Newport Folk Festival

(Re)pensar a Escola

Pedrito do Bié faz-nos pensar que é urgente repensar a escola. Somos todos Pedritos castrados por um ensino que confunde autoridade com autoritarismo, humildade com humilhação. Quando vamos para a escola somos uma espécie de caixote do lixo vazio que os professores vão enchendo com muito lixo, fazendo "tábua raza" de toda aprendizagem, experiência e conhecimentos que trazemos para a escola. É a prova que o ensino está mal e a formação profissional está no caminho correcto. Os académicos promovem a arrogância que se reflecte nos estudantes universitários. Estes, sem qualquer formação na área comportamental, vão prolongar os erros na "escola normal" e na vida real das empresas ou como fazedores de opinião na comunicação social. Nunca reconhecerão os erros numa perpétua fuga para a frente, emitindo opiniões contraditórias de académicos sabedores perante uma população estúpida. Dizem hoje uma coisa e amanhã o contrario, impunemente. Capa e batina não é mais que o assumir uma ridícula superioridade em relação ao resto do povo. Mas o povo terá oportunidade de os ver no futuro numa caixa de qualquer hipermercado...

25 de Abril de 1974, 35 anos depois




"Esta é a madrugada que eu esperava
O dia inicial inteiro e limpo
Onde emergimos da noite e do silêncio
E livres habitamos a substância do tempo"

Sophia de Mello Breyner Andressen

Site do Convento de Cristo - Tomar

http://www.conventocristo.pt/

Dia da Terra - 22 de Abril

Origem: Wikipédia, a enciclopédia livre.



Bandeira não-oficial do Dia da Terra: A Bolinha Azul sobre um fundo azul.

O Dia da Terra foi criada pelo então senador dos Estados Unidos Gaylord Nelson, no dia 22 de Abril.

Tem por finalidade criar uma consciência comum aos problemas da contaminação, conservação da biodiversidade e outras preocupações ambientas para proteger a Terra.

História

A primeira manifestação teve lugar em 22 de abril de 1970. Foi iniciada pelo senador Gaylord Nelson, activista ambiental, para a criação de uma agenda ambiental. Para esta manifestação participaram duas mil universidades, dez mil escolas primárias e secundárias e centenas de comunidades. A pressão social teve seus sucessos e o governos dos Estados Unidos criaram a Agência de Protecção Ambiental (Environmental Protection Agency) e uma série de leis destinadas à protecção do meio ambiente.

  • Em 1972 se celebrou a primeira conferência internacional sobre o meio ambiente: a Conferência de Estocolmo, cujo objectivo foi sensibilizar aos líderes mundiais sobre a magnitude dos problemas ambientais e que se instituíssem as políticas necessárias para erradicar-los.
  • O Dia da Terra é uma festa que pertence ao povo e não está regulara por somente uma entidade ou organismo, tampouco está relacionado com reivindicações políticas, nacionais, religiosas ou ideológicas.
  • O Dia da Terra refere-se à tomada de consciência dos recursos na naturais da Terra e seu manejo, à educação ambiental e à participação como cidadãos ambientalmente conscientes e responsáveis.
  • No Dia da Terra todos estamos convidados a participar em actividades que promovam a saúde do nosso planeta, tanto a nível global como regional e local.
  • "A Terra é nossa casa e a casa de todos os seres vivos. A Terra mesma está viva. Somos partes de um universo em evolução. Somos membros de uma comunidade de vida independente com uma magnífica diversidade de formas de vida e culturas. Nos sentimos humildes ante a beleza da Terra e compartilhamos uma reverência pela vida e as fontes do nosso ser..."

Surgiu como um movimento universitário, o Dia da Terra se converteu em um importante acontecimento educativo e informativo. Os grupos ecologistas o utilizam como ocasião para avaliar os problemas do meio ambiente do planeta: a contaminação do ar, água e solos, a destruição de ecossistemas, centenas de milhares de plantas e espécies animais dizimadas, e o esgotamento de recursos não renováveis. Utiliza-se este dia também para insistir em soluções que permitam eliminar os efeitos negativos das actividades humanas. Estas soluções incluem a reciclagem de materiais manufacturados, preservação de recursos naturais como o petróleo e a energia, a proibição de utilizar produtos químicos danosos, o fim da destruição de habitats fundamentais como as florestas tropicais e a protecção de espécies ameaçadas. Por esta razão é o Dia da Terra.

Este dia não é reconhecido pela ONU.

http://pt.wikipedia.org/wiki/Dia_da_Terra

História da Internet





História da Internet (com legendas em Português)


Na resssaca de Abril II

Um Estado em Crise


O maior escândalo nacional, antes do caso BPN, foram as licenciaturas dadas aos operários/mestres das escolas técnicas, tornados engenheiros e os professores primários, com 7 anos de escolaridade, promovidos a licenciados e "preparados" para dar inglês, matemática e outras matérias ao ensino unificado.


Lamentamos o estado do ensino, mas não consideramos estranho que antigos operários, sem qualquer formação técnico-pedagógica, "ensinem" no ensino secundário e em centros de formação para professores.


Lamentamos a crise das escolas, mas não consideramos o esforço dos formadores, sem qualquer segurança no emprego, mas preparados pelas acções de formação pagas por conta própria, estejam a motivar alunos banidos do ensino e a remediar o mal que as escolas promoveram.


Lamentamos o estado do país, mas não estranhamos as relações perigosas que se estabelecem entre políticos e "sociedade civil" e todos ficamos indiferentes quando alguém enriquece sem que a causa esteja identificada.


Felizmente ainda existem cidadãos lúcidos que dizem aquilo que todos devemos ouvir e pensar porque a solidariedade e a coesão social deixou de ser prioridade de todos os políticos, mais interessados em questões corporativas da sua classe.


António Capucho diz aquilo em que devemos meditar, nomeadamente a ética que falta aos nossos políticos.


Para estar na politica não basta ser sério, também é preciso parecer...



1ª Mostra de Arte Sacra nas Gaeiras - António Rodrigues

Mostra de Arte Sacra

Diferente e enriquecedora foi a tarde das muitas pessoas que se quiseram associar às comemorações dos oito anos de vila de Gaeiras, a inauguração do Atelier "Lagar d'arte" e à Mostra de Arte Sacra. A mostra concilia a tradição e a modernidade na arte sacra. Uma marca muito forte, do artista António Rodrigues, domina a sala onde decorreu a sessão solene com o Governador Civil de Leiria e os presidentes da Câmara de Óbidos e da Junta de Freguesia anfitriã. A Filarmónica das Gaeiras animou o evento.




O casal da artistas, Maria e António, irradiam charme e simpatia




René Maltête

René Maltête (1930-2000) fotografo francês

A população em "Risco de Pobreza" actual (visto por mim)

Werner Pawlok - Face the Time - Retrospective


Werner Pawlok - Face the Time - Retrospective

22 April - 6 June 2009

Opening: Tuesday, 21 April 2009, 7pm

Galerie Andreas Baumgartl
Platzl 4a, 80331 Munich
Germany
+49 (0)89 2420940
info@andreasbaumgartl.de
www.andreasbaumgartl.de
Mon-Fri 10am-7pm, Sat 10am-4pm


Werner Pawlok - a retrospection ahead

There is a picture by Paul Klee named Angelus Novus. It has gained fame through the interpretation by Walter Benjamin: ... a storm is blowing from Paradise and has got caught in his wings; it is so strong that the angel can no longer close them. This storm drives him irresistibly into the future to which his back is turned, while the pile of debris before him grows toward the sky. What we call progress is this storm, Benjamin writes. Within his esoteric murmur the generations represented by Werner Pawlok have found, recovered their language. The bejaminian metaphor might as well provide an image for the concern of a retrospective: Backward-turned, in order to win the future. Werner Pawlok can look back to artistic producing, uniting to become an opus. He can look back to experiences that brace him for the things to come. He looks ahead. Nobody can telll the future towards which we drift, just like Benjamin's angel of history. But we are able to shed light on our actual position within the medium of art. Art serves as an orientation in a world that, by itself, allows no overview. Artists simultaneously serve us as pathfinders. Werner Pawlok's works tell us about this world that we know but that still seems quite strange sometimes. We learn (and comprehend) that it is possible to take up a position and this is at least the beginning of all orientation.


Armin Müller-Stahl 2004, 1646 © werner pawlok


1. Views - faces of literature

Independent of physical resemblance, a portrait always aims at personality, it tries to express the core of a human being's nature. Always, the face was considered the mirror of the soul. Face and mimic are the communicative traffic-points of the unspoken and the unspeakable. Even more, the human face is a tale itself. Life writes its lines into a face and, with each engraved experience tells about what the portrayed person was and still is in his or her life. We follow these traces and hope to recognize ourselves within the portrait of the other. This constitutes the inexhaustible atttraction of the portrait.
The Kaufleuten is probably the best known club in Zurich. Readings of contemporary writers from all over the world are a part of its program. There is only little time for Werner Pawlok and his project. It is always the same installation, a ring-flash and the camera with a polaroid film. Always the same light too, which meets different ages, vitas and facial landscapes. Pawlok explains the procedure to Jonathan Franzen: Only two shots, pressing the release twice. One of the portraits is for the author, the other one becomes part of Pawloks contemporary writers series. A distance of only twenty centimeters separates the author and the camera. What does the face reveal of this life? The reactions towards the portraying situation vary: from easygoing to superior and open, but also irritated by this close look that searches for the way inside. "You are not going to look into my soul", Franzen says arranging his glasses like a shield.

Havana Stadium 2004, 1528 © werner pawlok

2. Cuba - expired

Fifty years have passed since, on new years eve of 1959, cuban dictator Fulgencio Batista precipitously flew from havana and the power over the sugar-island fell into Fidel Castro's hands. In the meanwhile, the era of the Máximo Líder came to an end, too, and the pictures in which Werner Pawlok tells about the morbid charm of an old carribbean metropole almost show a part of history themselves. The splendour and misery of the cuban utopia, the projecto cubano, melt together so obviously in these abandoned palaces of the old sugar-aristocracy. Pawlok tracks this sunken world during his rambles through Havana. Nevertheless, what concerns him about it has nothing to do with nostalgy. He doesn't show picturesque ruins but traces the incomparable vitality of the habaneros which has such a fascinating impact on us europeans. At first glance, this seems paradox as his sceneries usually are deserted. But under the surface, in a subtle way, the people who are living here are always present. Then, at a second glance it becomes obvious that, while roaming through Havana, Werner Pawlok has no deserted world in mind. He rather wants to comprehend the inhabitants and their spirit when he uses the release of his camera. He manages to seek out the unbending life that adds dignity to these places. An undertone of cheerful serenity and despair resonates in their silence, familiar and strange at once.
Girardi Baum 1991, 0043 © werner pawlok


3. Photography Paintings

With his photography paintings Werner Pawlok decidedly emphasizes his intention to foil the old-fashioned way of thinking in categories, which separates photography from painting. The camera direction of the shots aims at a gestural and mimic vocabulary which are evocative of the classical portray painting of european art history, but without imitating or even quoting it. It is rather a sort of cultural background-noise which accompanies these works without a concrete reference being intended or comprehensible. For Pawlok, it is a question of the sublime heritage of this painting, which can be tracked until present times. He is familiar with these elements of bodily expression from the world of fashion, to say under the conditions of modern mass-communication. Here, he seeks to recover the intimacy of the origin which got lost on the way to pose. Rich light and colour shades that seem to arise from a baroque colour-palette, the almost tangible sensuality of skin, velvet sheets, fur and heavy drapery- all this can not hide the fact that the image searches for an intimate dialogue with the viewer. This might be the reason why the works seem to defy mere description. Being technically perfect, they signalise a certain vulnerability and fragility owing to the fugacity of the moment when meaningful sensitivity reveals it's language to the viewer.


in www.photography-now.com

A crise segundo "Einstein"

"Não pretendemos que as coisas mudem, se sempre fazemos o mesmo. A crise é a melhor benção que pode ocorrer com as pessoas e países, porque a crise traz progressos. A criatividade nasce da angústia, como o dia nasce da noite escura. É na crise que nascem as invenções, os descobrimentos e as grandes estratégias. Quem supera a crise, supera a si mesmo sem ficar "superado".


Quem atribui à crise seus fracassos e penúrias, violenta seu próprio talento e respeita mais aos problemas do que às soluções. A verdadeira crise, é a crise da incompetência. O inconveniente das pessoas e dos países é a esperança de encontrar as saídas e soluções fáceis. Sem crise não há desafios, sem desafios, a vida é uma rotina, uma lenta agonia. Sem crise não há mérito. É na crise que se aflora o melhor de cada um. Falar de crise é promovê-la, e calar-se sobre ela é exaltar o conformismo. Em vez disso, trabalhemos duro. Acabemos de uma vez com a única crise ameaçadora, que é a tragédia de não querer lutar para superá-la."


Albert Einstein

Momento de algum sentido de humor proporcionado por um dos nossos patrocinadores... ;-))))

Um casal de Cascais foi de férias para o Amazonas.

Estão no hotel e, para passar o tempo, resolvem alugar uma lancha e vão navegar para o rio...

Acontece que a embarcação bate num tronco, faz um rombo, e começa a meter água e a afundar-se.

Os crocodilos que se encontravam na margem, ao verem aquilo atiram-se imediatamente à água...

Ela, ao ver aquilo, exclama para o marido: "Oh Bernardo... Eu acho o máximo o Amazonas!... Já viu???... Para além do hotel ser super estupendo e a lancha ser, imensamente, de todo. Os salva-vidas... São da "Lacoste"!

ENQUANTO PORTUGAL SONHAVA I

Woodstock 1969- 3 dias de paz e música

Há 40 anos, a contra cultura hippie celebrava, numa fazenda duma cidade rural do estado de Nova York, entre 15 a 18 de Agosto, um festival anunciador de uma nova era. Com todos o empenho na revolta era a manifestação de uma vontade de mudança. A musica era excepcional assim como o comportamento dos mais de meio milhão de jovens. Paz, música, revolta e os excessos tornaram o acontecimento único. A idade do aquário estava aí para iluminar o futuro - os descendentes são o rosto da actual crise...



Santana - Soul Sacrifice

Joe Cocker - With a Little Help from My Friends


Portugal 1969 - A Lição que os estudantes não queriam aprender
Em Portugal era politica habitual da família, a cultura do espírito, e o respeitinho. Entretanto a revolta dos estudantes punha o regime de "cabelos em pé" e não dava descanso às policias...


ASSIM ERA PORTUGAL II

UM PAÍS SOMBRIO COM MUITO SOL

A propaganda ao sol não conseguia esconder o bucolismo de uma sociedade atrasada social e politicamente. Fomos todos a Aldeia da Roupa Branca, retrato fiel e involuntário de um país que desejava mudar contra a vontade do ditador e da sua oligarquia.

A mensagem da primeira quadra - "Ó rio não te queixes, Ai o sabão não mata, Ai até lava os peixes, Ai põe-nos cor de prata." - faz-nos lembrar um país lavadinho e ignorante. Os rios eram imensos tanques para a função mais nobre do paradigma, imposto na altura, da mulher portuguesa fada/escrava do lar, a de lavadeira que levava a vida a cantar.

Aldeia da Roupa Branca
Beatriz Costa
Composição: Raul Portela, G. Chianca, A. Curto
Ó rio não te queixes,
Ai o sabão não mata,
Ai até lava os peixes,
Ai põe-nos cor de prata.
Três corpetes, um avental,
Sete fronhas, um lençol,
Três camisas do enxoval,
Que a freguesa deu ao rol.

Água fria, da ribeira,
Água fria que o sol aqueceu,
Velha aldeia, traga a ideia,
Roupa branca que a gente estendeu.
Um lençol de pano cru,
Vê lá bem tão lavadinho,
Dormindo nele, eu e tu,
Vê lá bem, está cor de linho.

"The Internet Symphony" Global Mash Up



YouTube presents the world premiere of the Tan Dun composition "Internet Symphony, Eroica" as selected and mashed up from thousands of video submissions from around the globe. www.youtube.com/symphony.

Andy Scott - Jazz

Andy Scott's Fishin'



Music Video for Andy Scott's
Fishin'
From the album "Don't Tempt Fate" now available on iTunes


Andy Scott - "Who Doesn't Call"



The animated video for "Who Doesn't Call", from Andy Scott's new album, DON'T TEMPT FATE, which is set for an exclusive iTunes release on 12/16/08. The video is directed by Andy Cahill.

The record has a jazz-and blues-inspired pop sound with vocals from Andy's great friend, Madeleine Peyroux, on the title track.

(Some of you might know Andy Scott under his 'other' name: Goat)

http://www.andyjazz.com
http://www.myspace.com/andyscottjazz

8 de Junho - Dia Mundial dos Oceanos

in http://community.oceana.org/

We did it! After three years and thousands of petitions, the United Nations has officially declared June 8 as World Oceans Day. As you know, the UN designated June 8 as World Oceans Day in 1992, but every year since then organizations, schools, aquariums and ocean advocates have unofficially celebrated that day. Now, thanks to a new resolution, the designation is official as of this year. Thanks and congratulations to all of you who helped get the UN to listen.

Oceana has compiled a list of suggestions for green – dare we say blue? – lifestyle choices that can help preserve the oceans for future generations.

World Ocean Day is June 8 and June 2008 is National Oceans Month, as recently declared by the President. Help celebrate the oceans by following these easy steps to S-A-V-E O-C-E-A-N-S.

START NOW. JOIN OCEANA.

More than 300,000 members and e-activists in over 150 countries have already joined Oceana - the largest international organization focused 100 percent on ocean conservation. Become a WaveMaker here.

ASK YOUR GROCER TO POST WARNING SIGNS.

Oceana is working to get the FDA mercury advice posted at grocery store seafood counters and tuna aisles so that consumers will have the information they need to make informed decisions. Tell your grocer to get onboard.

VOTE RESPONSIBLY.

Electing the right public officials is essential to good ocean policy. Do your research and make an informed decision. Exercise your right to vote and stay involved after Election Day. If you have concerns or questions, contact your representative. Take action here.

EAT SUSTAINABLE SEAFOOD.

Global fisheries are on the verge of collapse. According to the U.N. Food and Agriculture Organization (FAO), three quarters of the world’s fisheries are now overexploited, fully exploited, significantly depleted or recovering from overexploitation. Ask your favorite seafood restaurant or fish market to buy from sustainable fisheries and only eat sustainably caught seafood. Download our pocket seafood guide here.

OPT OUT OF SHARK FIN SOUP.

Estimates of the total number of sharks killed each year for their fins range from 26 to 73 million per year. Increasing demand for shark fin soup is now placing even greater pressure on shark fisheries. Just say no to this so-called delicacy.

CONSERVE ENERGY AND REDUCE YOUR CARBON FOOTPRINT.

Carbon dioxide from burning fossil fuels is making our oceans more acidic. One consequence could be the loss of corals on a global scale, as their calcium skeletons are weakened by the increasing acidity of the water. There are many simple ways you can reduce your energy use. Ride a bike, walk or use public transportation. Use high efficiency appliances in your home. Turn off appliances when they aren’t in use. Turn up your thermostat a few degrees in the summer and down a few degrees in the winter. Use compact fluorescent light bulbs in your house. For more information, see here.

ELIMINATE PLASTIC WASTE.

Plastic debris in the ocean degrades marine habitats and contributes to the deaths of many marine animals. Because floating plastic often resembles food to many marine birds, sea turtles and marine mammals, they can choke or starve because their digestive systems get blocked when they eat it. Help prevent these unnecessary deaths—use cloth grocery bags and reusable water bottles.

AVOID PRODUCTS THAT HARM THE OCEANS.

Avoid products produced through unsustainable or environmentally harmful methods. For example, avoid cosmetics containing shark squalene and jewelry made of coral. These products are directly linked to unsustainable fishing methods and the destruction of entire ecosystems.

NIX LITTER ON BEACHES.

Much of the plastic and debris found in the ocean has its beginnings in beach litter. As beach crowds increase, so does the amount of trash left behind. Don’t let your day at the beach contribute to the destruction of our oceans. Bring a trash bag with you for your garbage and volunteer for beach clean-ups.

SPREAD THE WORD.

Tell people what’s going on with the world’s oceans and what they can do to make a difference.

Spread the word.

in http://community.oceana.org/

Johnny Depp é John Dillinger

Public Enemies, um filme de Michael Mann com Johnny Depp no papel de John Dillinger
Filme baseado no livro de Bryan Burrough "Public Enemies: America's Greatest Crime Wave and the Birth of the FBI, 1933-34.
Para as fãs deste magnifico actor, o trailer do filme a estrear brevemente...



ASSIM ERA PORTUGAL I

Portugal de Salazar, em 48 segundos:



NA RESSACA DE ABRIL I

Afinal os cravos também ganham espinhos e a esperança dá lugar à desilusão. Afinal tanto caminho percorrido para dar em quase nada. A felicidade e as "Conquistas de Abril" foram afinal só para alguns.


PANFLETOS DE ABRIL II

Nasci em 1958, em finais de Outubro, talvez daí o meu fascínio pelo Outono. Adoro o castanho de quando tudo parece acabado e morto, mas pronto para renascer uns meses mais tarde. Gosto de renascer e já o tenho feito por diversas vezes. Ter nascido filho de operário, embora mestre carpinteiro e de família de mestres carpinteiros, de Tornada, num Portugal salazarento, onde a máxima do ditador era ter um povo "estúpido mas casto", nada de bom augurava.
Na escola primária do Bairro da Ponte, como todas as outras, começavam as humilhações às crianças que não eram bem nascidas. As reguadas estavam destinadas pelos professores aos rapazes mal-nascidos. O professor Moreira e a professora Maria Antónia até sabiam reconhecer a qualidade dos rapazes que, com surpresa, até tinham boa performance. Não fora um selvagem chamado Fonseca Lopes que um dia, porque estava mal disposto, me deu 36 (trinta e seis) reguadas, a escola primária até teria passado com normalidade. O gosto pela aprendizagem tinha-me sido dado pela minha mãe que tinha sido regente do ensino primário no Reguengo Grande.
A passagem à escola, agora Bordalo Pinheiro, foi um mundo novo que se descobria. Aparteid no seu melhor, rapazes e raparigas tinham salas separadas, escadas à parte para que nunca se cruzassem. Apenas quando a ginástica nos obrigava a passar pelo recreio das raparigas a coisa se tornava mais complicada, mas estavam lá o sr. Policarpo pela parte dos rapazes e a Teté, pelas raparigas que mantinham as distâncias obrigatórias...
Aquele recreio trouxe-me uma das sensações mais fortes de adolescente quando as pás de um Helicóptero do MFA varreu por completo a areia que cobria os campos alcatroados.

PANFLETOS DE ABRIL I

A minha passagem da adolescência para a idade adulta foi feita num país em mudança. Um país que queria com urgência passar da ruralidade bafienta para a democracia. Todos queriam a mudança e interpretavam-na cada um à sua maneira. Algumas das memoria quero partilhar com quem estiver disposto a ler.
No dia 25 de Abril de 1974, às 8:30, preparava-me, como todos os dias, para mais um dia de aulas. Naquele dia era Geografia com uma prof. muito feia chamada Capela, como eram feias a maioria das profs, num anfiteatro do 3º Piso, exclusivo a rapazes, onde havia alguns dias, o meu colega Madruga tinha sido espancado perante todos os colegas da turma, pelo director, um insigne escultor que gostava de esculpir à chapada as caras dos alunos...
Em Abril de 74, depois daquela madrugada cantava-se assim:


RESISTIR É VENCER AO VIVO NO COLISEU

Uma obra ímpar na música portuguesa, o maior cantor/compositor português de todos os tempos esta é a minha sentida e humilde homenagem ao homem de Ser Solidário/Ser Solitário. tão esquecido neste país que gosta de esquecer os seus génios. Não esquecemos que para editar a obra prima que é o álbum Ser Solidário, boicotado por todas as editoras, recorreu à solidariedade dos seus inúmeros amigos que compraram o álbum antecipadamente para que, com o dinheiro da venda, o autor o pudesse editar. Resistir é Vencer aqui no espectáculo gravado no Coliseu dos Recreios em Lisboa.