Catedral de Beauvais

Corria o ano de 1284, em Beauvais, norte de França e um enorme desafio ao conhecimento medieval estava prestes a ser conseguido na criação da catedral. Contudo, ao ser construída a nave principal com cerca de 50 metros de altura, dá-se uma enorme derrocada. Mas a fé e a perseverança dos homens não os faz desistir e duplicam os pilares para garantirem maior estabilidade. Meio século depois, um dos mais belos monumentos, estava concluído. A Europa conhecia um novo estilo luminoso que se impunha às sólidas e austeras igrejas românicas baseadas no recolhimento e no temor a Deus. As catedrais transmitem agora toda a glória divina, cultivando a luz, a cor e a grandiosidade. Foi o triunfo do estilo Gótico.

Beauvais (Norte de França)



Catedral de Beauvais
Catedral de Beauvais (interior)

Paul Newman (1925 - 2008)

Paul Leonard Newman é recordado pelos papeis que interpretou no cinema e na vida. Na vida foi um homem solidário, apaixonado e generoso. No cinema experimentou com sucesso a realização, mas foi, como actor, um dos melhores e carismáticos de sempre. Rever os seus filmes é a nossa melhor homenagem.



Filmografia

Como actor
1954 The Silver Chalice
1956 Somebody Up There Likes Me, The Rack
1957 The Helen Morgan Story, Until They Sail
1958 The Long Hot Summer, The Left Handed Gun, Cat on a Hot Tin Roof, Rally 'Round the Flag, Boys!
1959 The Young Philadelphians
1960 From the Terrace, Exodus
1961 The Hustler, Paris Blues
1962 Sweet Bird of Youth, Hemingway's Adventures of a Young Man
1963 Hud, A New Kind of Love, The Prize
1964 What a Way to Go!, The Outrage
1965 Lady L
1966 Harper, Torn Curtain
1967 Hombre, Cool Hand Luke
1968 The Secret War of Harry Frigg
1969 Winning, Butch Cassidy and the Sundance Kid
1970 WUSA
1971 Sometimes a Great Notion
1972 Pocket Money, The Life and Times of Judge Roy Bean
1973 The Mackintosh Man, The Sting
1974 The Towering Inferno
1975 The Drowning Pool
1976 Buffalo Bill and the Indians
1977 Slap Shot
1979 Quintet
1980 When Time Ran Out...
1981 Fort Apache the Bronx, Absence of Malice
1982 Come Along with Me, The Verdict
1984 Harry & Son
1986 The Color of Money
1989 Fat Man and Little Boy, Blaze
1990 Mr. and Mrs. Bridge
1993 La Classe américaine
1994 The Hudsucker Proxy, Nobody's Fool
1998 Twilight
1999 Message in a Bottle
2000 Where the Money Is
2002 Road to Perdition
2003 Our Town
2005 Empire Falls, Magnificent Desolation: Walking on the Moon 3D
2006 Cars
2007 Dale

Como realizador / produtor
1968 Rachel, Rachel
1969 Butch Cassidy and the Sundance Kid, Winning
1970 WUSA
1971 Sometimes a Great Notion, They Might Be Giants
1972 The Effect of Gamma Rays on Man-in-the-Moon Marigolds, The Life and Times of Judge Roy Bean
1980 The Shadow Box
1984 Harry & Son, The Glass Menagerie
2005 Empire Falls

O trompete quando existe é para todos



Alison Balsom - Bach Works for Trumpet

Alison Balsom Hummel Concerto for Trumpet Allegro

Alison Balsom - Haydn & Hummel Trumpet Concertos

Um trompete com os sentidos noutras músicas



Tine Thing Helseth: Haydn Trumpet Concerto, 3rd mvt

Uma verdadeira "batalha"! De trompetes.....



Dizzie Gillespie - trompete
Roy Eldridge - trompete
Teddy Buckner - trompete
Bill Coleman - trompete
Coleman Hawkins - saxofone tenor

muito bem acompanhados por:

Martial Solal - piano
Arvel Shaw - contrabaixo
James Charles Heard - bateria

Em Cannes, 13 de Julho de 1958

"Just you and me"

Agenda Gourmet: Tapas de jamón ibérico

Ingredientes para 4 tapas:

4 Lonchas finas de jamón ibérico
4 Rebanadas de pan
1 tomate maduro
Aceite de oliva virgen
Sal
Ajo (opcional)

Elaboración:

Se tostan las rebanadas de pan, por ambos lados, en el horno.

Sacamos y frotamos por una lado con el ajo (esto es opcional), regamos con un hilo de aceite de oliva virgen extra.

Trituramos el tomate con la batidora y lo repartimos por encima de las cuatro rebanadas de pan.

Sazonamos con unos granos de sal gorda y colocamos encima las lonchas de jamón ibérico.

in http://www.eladerezo.com


Rembrandt. Pintor de historias - Museu do Prado, Madrid

Rembrandt. Pintor de historias - Museu do Prado, Madrid
15 octubre 2008 - 6 enero 2009


De entre los grandes maestros de la pintura europea, Rembrandt es uno de los menos representados en el Museo del Prado, que cuenta sólo con una única obra del maestro holandés, Artemisia (1634). Por esta razón, el Museo ha decidido organizar una exposición que permita a su público acercarse a la obra de este artista extraordinario. Con alrededor de 35 pinturas y 5 estampas procedentes de los principales museos de Europa y Estados Unidos, la exposición, patrocinada por BBVA, se centrará en torno al tema de Rembrandt como pintor narrador: aunque el maestro de Leiden fue también un gran pintor de retratos y de paisajes, su faceta como pintor de historia muestra con especial claridad la forma en la que su arte emana de la tradición de la pintura renacentista europea y, al mismo tiempo, permite comprobar su originalidad. Es precisamente este aspecto del arte de Rembrandt el que mejor conecta, y al mismo tiempo el que mejor contrasta, con la tradición pictórica que representa el Prado. Así, será fascinante tener la oportunidad de observar sus obras junto a las de algunos artistas que fueron sus principales fuentes de inspiración, especialmente Tiziano y Rubens, y poder comparar su respuesta a esas fuentes en el mismo escenario donde se ve a Velázquez, también heredero de esa misma tradición, respondiendo a ellas.

En la exposición estarán representadas todas las fases de la carrera del artista. De sus obras de juventud cabe destacar la presencia del cuadro San Pedro y San Pablo, que prestará al Prado la National Gallery of Victoria de Melbourne. También estarán presentes varias obras maestras de la fase de madurez del pintor, entre 1631 y 1651 aproximadamente, como el monumental Sansón y Dalila del Stádel Museum de Frankfurt. Asimismo de la fase más personal de la carrera de Rembrandt, sus últimos años hasta su muerte en 1669, se mostrarán varias obras características de este periodo incluida una de las obras más importantes pintadas por el artista en estos años, la Betsabe del Museo del Louvre.
in http://www.museodelprado.es



Charlie Parker & Dizzy Gillespie

Charlie Parker & Dizzy Gillespie no Hot House (1952)

Dizzy Gillespie - "Salt Peanuts" - 1947

Dizzy Gillespie - "Salt Peanuts" - 1947

John Coltrane Quartet - My Favorite Things

John Coltrane Quartet - My Favorite Things



John Coltrane , McCoy Tyner
Jimmy Garrison , Elvin Jones
Belgium,1965

Miles Davis Quintet - 1967 - Footprints

Miles Davis Quintet - 1967 - Footprints

Miles Davis - Herbie Hancock - Wayne Shorter - Ron Carter - Tony Williams - Stockholm 1963

Herbie Hancock - Chamaleon

Herbie Hancock - Chameleon (Live Chicago, 1974)

Exposição "Sans Image" de Ana Cardoso, Inauguração:quinta-feira 25 de Set. às 22h na VPF Cream Art Gallery

Exposição de Cristina Robalo, Inauguração: quinta-feira 25 de Set. às 22h na VPF Rock Gallery


(clicar na imagem para ler informação)

Música feita apenas a partir de sons de Sistemas Operativos

Music using ONLY sounds from Windows XP and 98!



Outros tempos, outras tecnologias, sempre muita criatividade!!

Mstislav Rostropovich, Violoncelo e Bach

Bach's Cello Suite No. 6 - Rostropovich plays the Prélude



Bach's Cello Suite No. 6 - Rostropovich plays the Allemande


Bach's Cello Suite No. 6 - Rostropovich plays theCourante + Sarabane


Bach's Cello Suite No. 6 - Rostropovich plays the Gavotte and Gigue



Mstislav Rostropovich plays the Prelude from Bach's Cello Suite No. 6 in D major, BWV 1012. Filmed at the Basilique Sainte Madeleine, Vézelay, Yvonne, France in 1991.

On YouTube you can compare Rostropovich's romantic, older-style interpretation of Bach to the more classical original-instrument approach by Mischa Maisky.


1. Prélude

2. Allemande

3. Courante

4. Sarabande

5. Gavotte I - Gavotte II - Gavotte I

6. Gigue

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in http://pt.wikipedia.org/wiki/Violoncelo

O violoncelo é um instrumento da família dos instrumentos de corda. Tocado geralmente com arco, possui quatro cordas afinadas em quintas.

O instrumento pertence à sub-família dos violinos, que engloba os instrumentos orquestrais de quatro cordas afinadas em quintas. Essa família se diferencia da vamilia da viola da gamba (da qual faz parte o contrabaixo) tanto pela afinação, que ali se dá em quartas em vez de quintas, tanto pela forma diferenciada do instrumento.

Pelo seu tamanho tem que ser tocado apoiado ao chão por meio de um espigão, haste de metal em sua extremidade.

Uma das primeiras citações sobre o violoncelo foi numa coleção de sonatas italianas anônimas, datada de 1665. Tornou-se popular como instrumento solista nos séculos XVII e XVIII.

A característica padrão do instrumento foi estabelecida por Stradivarius, em 1680. A partir dos Concertos Espirituais de Boccherini, o violoncelo passou a ser tratado como solista, e não somente como um instrumento para compor o naipe de cordas.

Para tocá-lo, o músico deve estar sentado, com o instrumento entre os joelhos. As quatro cordas são afinadas em Dó, Sol, Ré e Lá, como na viola, mas uma oitava mais grave. As composições para violoncelo são escritas fundamentalmente na clave de Fá na quarta linha. A tessitura média do violoncelo é de mais de quatro oitavas - indo do Dó1 ao Fá5.

Sua sonoridade é considerada bastante expressiva, sendo conhecido como o "rei" dos instrumentos de cordas. Entretanto, seu uso está mais presente na música erudita. As grandes orquestras utilizam entre oito e doze instrumentistas de violoncelo no naipe.

Mulheres na Arte



A Mulher representada em Pintura ao longo de várias épocas.

Quem é capaz de identificar essas épocas ou, pelo menos, algumas e os respectivos autores e obras?
Fica aqui o desafio! ;-)))))

Receitas inglesas da Idade Média


O que comia a nobreza inglesa da Idade Média?

A partir do próximo ano, graças à Biblioteca Jhon Rylands da Universidade de Manchester no Reino Unido, estará disponível na internet um receitário publicado no ano 1390 com mais de 200 receitas elaboradas entre os anos 1367 e 1400.

O livro chamado "Forme of Cury", um dos primeiros livros de culinária do mundo, é um manuscrito com as receitas que preparavan os cozinheiros do rei Ricardo II de Inglaterra.

A biblioteca começará a partir do próximo mês a fotografar as páginas do receitário, para as publicarl na rede a partir do princípio do ano que vem.

Esta é, sem dúvida, uma grande iniciativa colocar ao alcance do público obras de este tipo, que constituiem um tesouro muito valioso para historiadores e interessados na história da gastronomia.

John Coltrane - site

http://www.johncoltrane.com/swf/main.htm

Eric Dolphy

in http://www.musica.gulbenkian.pt
por Augusto Seabra

«Morrem cedo os que os deuses amam» – e, tal como Bix Beiderbecke, Fats Navarro ou Charlie Christian, Eric Dolphy (Los Angeles, 20-06-28 – Berlim, 29-06-64) foi uma dessas estrelas cadentes aureolados pela desdita da sua breve mas luminosa existência, que em rigor, no seu caso, foi mais restritamente a de cinco anos, desde que se fixou em Nova Iorque até à morte.

Mas a situação de Dolphy é paradoxal e excêntrica a mais de um título. Grande parte da notoriedade vem-lhe do trabalho junto de figuras maiores da história do jazz, Charlie Mingus, Ornette Coleman e John Coltrane External Link, lista suficientemente eloquente, é certo - tanto mais que foram aqueles que abriram o caminho, no caso de Mingus, emblematicamente declararam, no caso de Ornette, e se juntaram, no caso de «Trane», à new thing/free jazz, que foram os descobridores maiores de novos horizontes – mas em que o destaque desses pode tornar, à primeira vista, menos evidente o contributo fundamental, que foi o de Dolphy, e que um Mingus e um Coltrane fizeram questão de afirmar.

Eric Dolphy era um músico absolutamente singular, e não por acaso, e de modo inédito, deixou assinaláveis registos em solo absoluto: solos de saxofone-alto, em «Tenderly» (no álbum «Far Cry») e «Love Me» («Conversations» e «Memorial Album»), de flauta, em «Gazzeloni» («Out to Lunch), de clarinete-baixo em «God Bless the Child» («Illinois Concert», «In Europe vol. 1» e «The Stockholm Sessions»), situações suficientemente recorrentes e das mais relevantes, indícios de um estatuto solitário, ao mesmo tempo que por si só indicadoras de uma contribuição fundamental - Eric Dolphy foi o primeiro músico de jazz com o estatuto de multiinstrumentista, além do primeiro a integrar o clarinete-baixo no discurso jazzístico; note-se, já agora, que embora mais esparsamente, também praticou o clarinete, é certo que sobretudo na sua fase inicial, na «West Coast», junto de Chico Hamilton, mas com uma tardia reminiscência em «Densities» (em «Vintage Dolphy»), podendo, neste caso, supor-se que, embora a situação fosse a de clarinete no seio de um grupo, há um eco de «Density 21.5», a famosa peça para flauta solo de Edgar Varèse, tal como, esse sim, esse solo de flauta, o citado «Gazzeloni», é uma clara homenagem a Severino Gazzeloni, o músico que mais renovou as possibilidades do instrumento na música erudita contemporânea da segunda metade do século XX.

É certo que, adjacente a essa arte em solo absoluto, Dolphy praticou uma delicada arte da conversation em dueto, de modos inusitados: foram duetos sobretudo com o contrabaixo de Richard Davis, «Alone Together»(em «Conversations» e «Memorial Album) e «Come Sunday» (em «Iron Man» e «Memorial Album»), ambos em clarinete-baixo , e «Ode To C.P:» (também em «Iron Man» e «Memorial Album»), este com a significativa particularidade da homenagem a «Bird» ser interpretada, não no instrumento comum dos dois, o sax-alto, mas em flauta ou, ainda, com outro contrabaixista; Chuck Israels, «Hi Fly» («I fly», «high fly» ou «hi-fi»?), um dos mais extraordinários momentos de Dolphy em flauta (em «In Europe vol.1»). Mas estas tão particulares conversations eram afinal uma espécie de solidão a dois, «Alone Together» como no título de um dos temas, indício todavia de um dos mais radicais contributos da arte de Dolphy: a reformulação radical de uma noção axial do jazz, a de swing.

No fundo, e de algum modo, Eric Dolphy era alguém que, embora raro no modo como musical e humanamente se entregava na colaboração com outros, estava também out – e, por três vezes, o que não pode ser simples coincidência, a expressão surgiu em títulos de álbuns seus: «Outward Bound», «Out There» e «Out to Lunch». Foi alguém que viu longe e, afinal «Far Cry», o seu tema de homenagem a Charlie Parker, é igualmente pertinente para a própria arte de Dolphy.

«Morrem cedo os que os deuses amam», mas houve mais no seu caso: «Eric Dolphy was a saint in every way», disse Charlie Mingus, ‘santo’ talvez, a seu modo seguramente profeta, para retomar o título de um dos seus mais célebres temas, «The Prophet» (dedicado ao pintor Richard Jennings). Um músico solitário mas afinal também da entrega ao colectivo, por vezes mesmo no modo mais radical como em «Free jazz - a collective improvisation by the Ornette Coleman Double Quartet».

Eric Dolphy teve (também) uma formação clássica e, a sua dedicação igualmente à flauta e ao clarinete-baixo, provém por certo da prática em orquestras sinfónicas. Mas algo que o distinguiu foi o interesse especial pela música erudita do século XX, Debussy, Ravel, Varèse, claro, e seguramente Schoenberg também.

Quando, após o serviço militar, Dolphy retornou à cena jazzística de Los Angeles, em 1953, a sua assimilação rítmica e harmónica do discurso parkeriano apresentava já (dizem os testemunhos) notórias singularidades, com uma tendência à pulverização de ritmo e estrutura, melodias angulares, acordes extendidos em que surgiam notas tidas como ‘dissonantes’.

Nas pequenas formações do jazz west coast houve não raro combinações tímbricas fora do comum, com inerentes consequências na estrutura rítmica. Um desses exemplos foi o Quinteto de Chico Hamilton, no qual Dolphy entrou em 1958, e em que pela primeira vez exibiu os seus dotes multiinstrumentistas, em que os outros instrumentos eram a bateria, contrabaixo, guitarra e violoncelo - sem piano, portanto.

De resto, depois da mudança para Nova Iorque, e de um primeiro disco em seu nome, «Outward Bound», mesmo no segundo, «Out There», havia ainda essas marcas provindas da «West Coast», com um quarteto também sem piano, em que além do baixo e da bateria, o outro instrumento melódico era o violoncelo de Ron Carter (!).

«Outward Bound» e «Out There» são dois discos ainda marcadamente post-parkerianos, mesmo que com todas as idiossincracias de Doplphy. Com a constituição de um quinteto, com o trompetista Booker Little (outro que morreu jovem), e sobretudo nos dois momentos mais notáveis, «At the Five Spot vol. 1» e ainda mais «Far Cry», ocorre a apoteose e simultaneamente a emancipação desse quadro post-parkeriano – que, de facto, Dolphy foi o primeiro a transcender.

É de notar que «Far Cry» pode ser entendido como uma homenagem a «Bird», expressa em três temas, «Mrs. Parker of K.C. (Bird’s Mother)» e «Ode to Charlie Parker» de Jaki Byard e o citado «Far Cry» de Dolphy. Mas a concepção extensiva dos acordes, as descontinuidades contudo de uma assinalável fluidez, uma fragmentação do discurso feita ora de momentos convulsivos ora de sequência extáticas, as angulosidades e sinuosidades, os estados de dilaceração e os de serenidade, configuravam um discurso marcadamente inovador e pessoal.

É incrível saber que «Far Cry» foi gravado no mesmíssimo dia, 21 de Dezembro de 1960, que o todos títulos históricos «Free Jazz», em que Ornette Coleman reuniu para uma improvisação colectiva um duplo quarteto incluindo o mesmo Dolphy!

Eric Dolphy já era então um músico reputado a que um Charlie Mingus fizera apelo – e que homenageará em «So Long Eric» e «Praying with Eric», de resto os únicos temas que integram o «Town Hall Concert»; em breve John Coltrane External Link encontrava nele o parceiro para as suas próprias inquietações, quer associando-o ao seu célebre quarteto, quer confiando-lhe a direcção da parte ‘orquestral’ de «Africa Brass».

O que Dolphy operara era muito mais que a consagração do estatuto multiinstrumentista ou da descontinuidade de discurso: era uma noção de swing já não assente na regularidade de uma pulsação mas como interiorização emocional, todavia sempre acompanhada por um pensamento formal.

A esse título importa notar igualmente que Dolphy também cotejou a designada «Third Stream», a equívoca fusão de jazz e de formas clássicas cunhada por Gunther Schuller, e a acompanhou mesmo na sua ainda mais equívoca vocação sinfónica – com John Lewis e a sua Orchestra USA ou apresentando-se num dos célebres «Concertos para Jovens», de Leonard Bernstein com a Filarmónica de Nova Iorque. Mas nos seus trabalhos com George Russsel e Gunther Schuller intuiu Dolphy sobretudo as possibilidades de formalização, incluindo a absorção do atonalismo e do dodecafonismo schoenberguianos, patente nos temas de Schuller incluídos em «Vintage Dolphy», «Densities» e «Abstraction» sobretudo.

Paralelamente, não menos foi dos primeiros a interessar-se pelas músicas orientais, nas quais terá designadamente encontrado concepções de tempo e de modulações paralelas às suas próprias pesquisas.

Eric Dolphy foi o homem da passagem, o que partindo do bop chegou ao free, e que não só abriu caminho às posteriores explorações solitárias de músicos, como Roscoe Mitchell e, sobretudo, Anthony Braxton, como na sua modéstia foi qual profeta da síntese post-bop/post-free que se afirmaria a partir de meados dos anos 70 com a então designada lost generation.

No seu último concerto gravado na Holanda, «Last Date», Dolphy retomou o clássico «Epistrophy» de Thelonious Monk. Na desdita da morte precoce houve alguma justiça poética nesse ‘derradeiro encontro’, Dolphy tendo sido como Monk um músico sempre mais além.

E, tal como Theolonious Monk, Duke Ellington, Charlie Parker, Charlie Mingus, John Coltrane External Link ou Ornette Coleman, Eric Dolphy foi um dos jazzmen que para além do campo, se impuseram como personalidades maiores de toda a música do século XX. So Long Eric!

DISCOGRAFIA:

At the Five Spot, vol.1 – Prestige
Far Cry – Prestige
Out to Lunch – Blue Note
The Illinois Concert – Blue Note
Vintage Dolphy – Enja
Complete Memorial Hall Sessions – Lone Hill
Stockholm Sessions – Enja
Last Date – Fontana

Com Charlie Mingus:
Presents Charlie Mingus – Candid
At Antibes – Warner
Mingus, Mingus, Mingus, Mingus, Mingus – Impulse
Town Hall Concert – OJC

Com Ornette Coleman:
Free Jazz – Atlantic

Com John Coltrane External Link:
The Complete Village Vanguard Recordings – Impulse
Africa Brass – Impulse
John Coltrane External Link Quintet, Featuring ERic Dolphy – the complete November 18, 1961 Paris Concerts – Gambit

Com Oliver Nelson:
The Blues and the Abstract Truth – Impulse

Com Andrew Hill:
Point of Depature – Blue Note

Com George Russel:
Ezz-thetic – Riversidade

in http://www.musica.gulbenkian.pt

Augusto M. Seabra


22 Julho 2008

Sentido da vida segundo Monty Python

The meaning of life Monty Python intro

Uma visão triste do Outono

Monty Pythons Meaning of Life - Suicidal Leaves

Sentido da Vida segundo Bozzetto

Bruno Bozzetto - Life

in lacto véritas ou A Guerra em Sentido Lácteo

Enquanto as vacas portuguesas sofrem pelo forma como o seu leite foi tratado pelos sindicatos galegos, que derramaram milhares de litros de leite por causa da sua luta com o governo espanhol, a Agenda dos Sentidos homenageia com as bucólicas criaturas. Para não chorar pelo leite derramado, cantamos em coro com a vaquinha da Rua Sésamo!

Solidarios com o sofrimento e o orgulho das vacas nacionais, prestamos esta singela homenagem. Não é em vão que o seu leite foi derramado nesta guerra láctea. Derrotados na guerra das laranjas (Olivença era nossa), proclamamos o nosso triunfo em sentido lácteo ou seja "in lacto véritas"

No momento em que na China milhares de crianças estão quase a morrer, e outras já morreram por leite adulterado, devido a esta guerra láctea, por exemplo, ou nos campos de rugiados deste planeta, em que ninguém tem com que se alimentar.........os galegos não pensaram nisto, certamente..............

A História segundo Bruno Bozzetto

Um Génio: Maradona!

Maradona a fazer o aquecimento, quando jogava no Nápoles - anos 80.
Sim, "Futebol", ou melhor um génio, neste caso do futebol: Maradona.

Que nos perdoe o "ex-Ivan Nunes" por me ter inspirado....quer dizer....copiado... ;-))


Interacções EXPERIMENTAÇÃO: ARTE, CIÊNCIA E TECNOLOGIA

Dia 27 de Setembro, às 18h30, no Pavilhão do Conhecimento - Ciência Viva

Pode um artista ter como atelier um laboratório científico? O que leva investigadores e artistas a trabalhar em conjunto? E que impacto terá o resultado dessas sinergias no público?

No próximo dia 27 de Setembro, a partir das 19h45, artistas, investigadores e público em geral debatem no Pavilhão do Conhecimento-Ciência Viva as interacções entre a Arte e a Ciência. A entrada é gratuita.

Da Galiza chega-nos a experiência do projecto NEUSTON, com a presença de José Pintado Valverde, investigador do Instituto de Investigações Marinhas e do Museu do Mar da Junta da Galiza, e de Pablo Carrera, director do Museo do Mar da Xunta de Galicia. Tal como o neuston, ser vivo que vive na fronteira entre a água e o ar, o debate incidirá sobre experiências de diálogo na interface entre a Arte e a Ciência.

Antes da discussão terá lugar uma visita à exposição Experimentação Arte | Ciência e Tecnologia, guiada pelos artistas portugueses que desenvolveram obras em laboratórios de investigação científica.

Esta exposição, patente no Pavilhão do Conhecimento até ao final do mês de Outubro, resultou do programa Rede de Residências, uma parceria entre a Ciência Viva e a Direcção-Geral das Artes/Ministério da Cultura que visa promover a colaboração entre investigadores e artistas.


PROGRAMA:

18h30 - 19h40 - Visita guiada à exposição Experimentação: Arte, Ciência e Tecnologia

19h45 - 21h00 Interacções entre Arte & Ciência (Auditório do Pavilhão do Conhecimento-Ciência Viva):
  • Como estimular parcerias entre investigadores e artistas
  • Quais as possíveis repercussões da interacção entre investigadores e artistas
  • O que se entende por Arte & Ciência no meio artístico e no meio científico
  • O impacto dos trabalhos desenvolvidos junto ao público

Mais informações:
Ana Noronha - Ciência Viva: 96 260 33 20
Programa Rede de residências: www.cienciaviva.pt/divulgacao/arteeciencia/rede.asp

Rua Sésamo



Pina Bausch e Pedro Almodovar



Pina Bausch coreografa em "Habla con Ella" de Pedro Almodovar.

Um filme lindíssimo, tanto como desconcertante... Na minha modesta opinião, o melhor de Pedro Almodovar. Absolutamente sublime!

Finale From Petite Mort - Jiri Kylian - Mozart

Anna Pavlova (1881-1931) e Isadora Duncan (1877-1927)







As precursoras do ballet clássico, quando ainda não se filmava tanto, mas já se fotografava bastante para nos apercebermos da beleza de imagens que Anna Pavlova (1881-1931) e Isadora Duncan (1877-1927) proporcionavam com a sua Dança.

Animação Bruno Bozzetto - Jogos Olímpicos

Cinema - Arte e Indústria

O cinema espectáculo dá pouco espaço à arte. O cinema foi e será sempre um espectáculo espectacularmente espectacular. Com mais de um século de existência, a sétima arte nasceu com a concretização do sonho do homem voar, criar fantasia, entretenimento e provocar emoções. O cinema (1895) e O avião (1883) partilharam infâncias. O ilusionista Georges Méliès cedo descobriu o filão do espectáculo, Dalí e Buñuel, em 1928, com "Un chien andalou", tornaram o cinema uma arte maior. Actualmente é a indústria mais rentável.

Un chien andalou (co-produção franco-espanhola realizada em 1928)

Cinema de Animação - Bruno Bozzetto

Bruno Bozzetto (Nascido em 1938 em Milão, Italia)



Planos Longos

Alfred Hitchcock foi um génio cedo descoberto pelo público e tarde pelos ociosos críticos de cinema. Foi necessário um enorme cineasta, François Truffaut, acordar a crítica para um grande criador. "A corda" é um excelente exercício fílmico que concretiza um velho sonho de fazer um filme num só plano.

PLANO II

A Corda (1948)
Título original: Rope. Com James Stewart, John Dall, Farley Granger, Joan Chandler, Sir Cedric Hardwicke, Constance Collier, Douglas Dick, Dick Hogan, Argumento de Arthur Laurents e Ben Hetch (a partir da adaptação de Hume Croyn, da peça de teatro Rope’s End, de Patrick Hamilton)



Este filme representa algo muito importante numa carreira profissional. É a concretização de um sonho a que todo o realizador deve dedicar-se num dado momento da sua vida: "um sonho que consiste em querer trabalhar as coisas com o objectivo de obter um só movimento.”
François Truffaut, realizador e argumentista

Cena Final de Profissão: Repórter

Michelangelo Antonioni é, sem dúvida, dos mais inovadores e geniais cineastas de toda a história do cinema. Nascido em 1912, construiu uma filmografia de obras primas recheadas de cenas magistrais como a cena final de Professione: reporter (The Passenger, 1975).

PLANO I

Homenageado por celebrados cineastas que o consideravam mestre, ensaiou um plano único magistral de 10 minutos no final de "Profissão: Repórter". É um grande filme, como toda a sua filmografia. Descobrir como os planos foram pensados e executados é um exercício para nós, os cinéfilos, que amamos o cinema.

The Passenger (Professione: Reporter) França / Itália / EUA / Espanha, 1975.

Realização: Michelangelo Antonioni.

Elenco: Jack Nicholson, Maria Schneider, Jenny Runacre, Ian Hendry, Steven Berkoff, Ambroise Bia, Chuck Mulvehill.

A Magia do Cinema


Georges Méliès - Un homme de têtes (1898)

Não foi por acaso que um ilusionista (Méliès) descobriu a magia do cinema e o impacto que pode causar nos espectadores. O cinema americano desde sempre soube rentabilizar a magia dos efeitos especiais para produzir um resultado espectacular e deslumbramento. Os cineastas sempre se preocuparam em encontrar soluções técnicas para planos que, após a montagens e quando exibidos, nos parecem impossíveis.

O cinema como arte e espectáculo pretende contar histórias, transmitir emoções e causar impacto na assistência. É isto que torna a 7ª arte tão singular e apaixonante, mesmo quando se inspira nas suas seis irmãs mais velhas.

Alfred Hitchcock - Rope(1948)

Em entrevista a François Truffaut, Alfred Hitchcock, fala duma das suas experiências mais emblemáticas:

“Ainda hoje não sei como é que fui parar a esse truque da Corda, porque não posso chamar-lhe outra coisa senão um truque.

A peça representava-se sem intervalos, seguindo a acção do levantar até ao correr da cortina. Perguntei-me: “Como é que posso filmar isto com um sentido semelhante?”. A resposta era evidentemente a da técnica do filme ser igualmente contínua, sem fazer qualquer interrupção numa história que começava às 19h 30 m e acabava às 21h 15m. Foi por isso que tive essa ideia maluca de rodar um filme que constituísse um só plano.

Hoje em dia, quando penso nisso, acho que era uma ideia completamente parva porque rompia com todas as minhas teorias sobre a fragmentação do filme e as possibilidades da montagem para contar uma história. Contudo, rodei o filme da mesma maneira como estava antecipadamente montado. Os movimentos da câmara e os movimentos dos actores reconstituíram exactamente o meu modo habitual de «décopage», ou seja mantive o princípio da proporção das imagens em relação à importância emocional dos momentos dados.

Evidentemente, tive enormes dificuldades para o fazer e não só com a câmara. Por exemplo, com a luz: havia no filme uma contínua baixa de luz, compensada por mudanças de iluminação, desde as 19h 30m às 24h 15m, uma vez que a acção começava ainda durante o dia e acabava quando já era noite. Outra dificuldade técnica a ultrapassar era a interrupção forçada no fim de cada bobine. Resolvi-a, fazendo passar um personagem diante da objectiva para a obscurecer nessa altura. Por exemplo, acabava-se com um grande plano sobre o fato dum personagem e no principio da bobine seguinte retomava-se igualmente o grande plano sobre esse fato”.

"in Alfred Hitchcock's"


De salentar neste filme do produtor inglês Bernstein, Sidney (1899-1993), ser a primeira obra do grande mestre do suspense onde aparece James Stewart, um actor emblemático na sua cinematografia.

1920s: Number 13 • The Pleasure Garden • The Mountain Eagle • The Lodger: A Story of the London Fog • Downhill • Easy Virtue • The Ring • The Farmer's Wife • Champagne • The Manxman • Blackmail • 1930s: Juno and the Paycock • Murder! • Elstree Calling • The Skin Game • Mary • Number Seventeen • Rich and Strange • Waltzes from Vienna • The Man Who Knew Too Much • The 39 Steps • Secret Agent • Sabotage • Young and Innocent • The Lady Vanishes • Jamaica Inn • 1940s: Rebecca • Foreign Correspondent • Mr. & Mrs. Smith • Suspicion • Saboteur • Shadow of a Doubt • Lifeboat • Aventure Malgache • Bon Voyage • Spellbound • Notorious • The Paradine Case • Rope • Under Capricorn • 1950s: Stage Fright • Strangers on a Train • I Confess • Dial M for Murder • Rear Window • To Catch a Thief • The Trouble with Harry • The Man Who Knew Too Much • The Wrong Man • Vertigo • North by Northwest • 1960s: Psycho • The Birds • Marnie • Torn Curtain • Topaz • 1970s: Frenzy • Family Plot

O Cinematógrafo

O programa apresenta uma nova invenção: Le Cinematographe, e marca o início de uma indústria, de uma arte e de um entretenimento.

Muitos de nós já esquecemos a magia de uma sala escura onde um feixe de luz, surgida de um pequeno buraco na parede, se dirige à tela branca para aí se transformar em imagens em movimento. O cinema, termo popular para cinematógrafo, baseia o seu funcionamento num princípio há muito conhecido: a persistência das impressões luminosas na retina. Isto significa que um objecto, após deixar de ser iluminado bruscamente, a imagem retiniana apaga-se progressivamente, continuando o nervo óptico a ser impressionado: é como se o nosso orgão visual ficasse obstinado em ver o objecto como este permanecesse iluminado. Foi buscar o seu nome ao grego kinéma (movimento) e graphein (registar).

O primeiro filme projectado, de Luis Lumière, de 1895, "La Sortie des Usines Lumière", é quase publicitário e nele desfilam operárias de saias largas e chapéus de plumas e operários em bicicleta. Seguiam-se os patrões em carruagem puxada por cavalos e, no final, o porteiro fecha os portões.





Preocupações...??!!!


O NADA.
Alguém consegue imaginar o que é o NADA?
Pois o NADA é exactamente TUDO mas ao contrário, ou seja, enquanto no TUDO se tem, se vê, se ouve, se sente......e tudo!......no NADA não existe NADA disso, não há nada, não se vê, não se ouve, não se sente.....NADA!
Então, como se pode afirmar que o NADA existe e se pode falar dele? Alguém tem provas disso?

Daqui se pode depreender que o NADA só existe quando existe TUDO, assim como é verdadeira a sua recíproca. Ou seja, isto demonstra que TUDO é relativo; depende sempre da proporção.

Assim, para quê preocuparmo-nos? Se a relatividade de TUDO é evidente...

Maria Monteiro

Resistiremos!!!!!!

"Resistiré" - Loles León, Antonio Banderas e Victoria Abril em "Atame" de Pedro Almodovar


Duo Dinámico - "Resistiré"


Para quem tem "medos", "receios" ou outro tipo de sentimentos parecidos, ou para quem já "viveu" alguma coisa nesta vida, esta é, sem dúvida uma força suplementar, ou uma dose bem grande de energia positiva, que se toma como se de uma cápsula se tratasse, as vezes que se quiser, várias vezes ao dia e várias vezes sempre ao longo da vida, sempre que se sentir necessidade. Convém não abusar, ou seja, ficar dependente da cura, senão não se pode fazer nada de interessante na vida; por vezes é melhor não pensar demais!!! ;-)))
Força e muita energia positiva para todos os que necessitam!! ;-))

"Atame" de Pedro Almodovar




Aqui um triller acompanhado por Alejandro Sanz.
Como um amor louco se transforma num amor real e verdadeiro.
Pedro Almodovar! Uma "paixão" pessoal. E como a outra (Penélope Cruz quando lhe entregava um Óscar...) diria: "Peeeeeeeeeeeeeeeeeedro!!!!!!", que mais parecia a Heidi nas montanhas suíças a chamar o seu amigo.....mas isso faz parte de outra história.... ;-)

El jardín de las Delicias, o La pintura del madroño

Autor: Hieronymus Bosch (El Bosco)
Título: El jardín de las Delicias, o La pintura del madroño
Cronología: 1500 - 1505
Técnica: Óleo
Soporte: Madera de roble; tabla
Medidas: 220 cm x 389 cm
Escuela: Flamenca


En el tríptico abierto se incluyen tres escenas. La tabla izquierda está dedicada al Paraíso, con la creación de Eva y la Fuente de la Vida, mientras la derecha muestra el Infierno. La tabla central da nombre al conjunto, al representarse en un jardín las delicias o placeres de la vida. Entre Paraíso e Infierno, estas delicias no son sino alusiones al Pecado, que muestran a la humanidad entregada a los diversos placeres mundanos. Son evidentes las representaciones de la Lujuria, de fuerte carga erótica, junto a otras de significado más enigmático. A través de la fugaz belleza de las flores o de la dulzura de las frutas, se transmite un mensaje de fragilidad, del carácter efímero de la felicidad y del goce del placer. Así parecen corroborarlo ciertos grupos, como la pareja encerrada en un globo de cristal en el lado izquierdo, en probable alusión al refrán flamenco: “La felicidad es como el vidrio, se rompe pronto”.

El tríptico cerrado representa en grisalla el tercer día de la creación del Mundo, con Dios Padre como Creador, según sendas inscripciones en cada tabla: “Él mismo lo dijo y todo fue hecho” y “Él mismo lo ordenó y todo fue creadoGénesis (1:9-13).

Obra de carácter moralizante, es una de las creaciones más enigmáticas, complejas y bellas de El Bosco, realizada en la última etapa de su vida. Adquirida en la almoneda del prior don Fernando, hijo natural del gran duque de Alba, Felipe II la llevó a El Escorial en 1593.

Es depósito de Patrimonio Nacional en el Museo del Prado desde 1939.
in http://www.museodelprado.es


Uma das minhas pinturas favoritas!! Sempre que tenho a possibilidade de ir a Madrid, nunca, mas nunca, deixo de ir ao Museu do Prado para a ver. Considero-a absolutamente fabulosa e fantástica, ainda mais, atendendo à época em que foi feita ou, então, por isso mesmo, assim foi feita, tem representada todos os "medos" da época e todo o "fantástico" de sempre. Esta é a minha modesta opinião.- MM


La Fura Dels Baus - "Imperium", novo espectáculo

http://www.lafura.com/entrada/index2.htm

Se alguém decidir ver apenas um único espectáculo ao vivo durante toda a sua vida, eu recomendo La Fura Dels Baus.
O "Espectáculo" puro. Imensamente interactivo com o público.
O actual espectáculo "Imperium" anda em tournée ainda longe, em Pequim. Absolutamente a não perder!!! Quando vier cá mais para os nossos lados.
Alguma atenção, no entanto, a mentes mais susceptíveis...


El proceso de creación de IMPERIUM nace de la necesidad de llevar a la acción una protesta contra las diferentes formas de imperialismo. Imperialismo entendido como una forma de relación entre dos entidades, individuos o sociedades, en la que una somete a la otra y si no lo consigue, la aniquila. El diálogo, la escucha, la diferencia son palabras tabú para el imperialismo. La diversidad se entiendo como una amenaza, no como una oportunidad, y conlleva la entronización de modelos de dominación como la forma de relación básica entre humanos. Las vías pueden ser o sutiles formas de domesticación física y mental o puro canibalismo amparado por metáforas de guerra. El objetivo final para el imperialista es la conversión o la extinción del diferente.
in http://www.imperiumlafura.com/es/synopsis/

"A Caixa de Pandora"

G. W. Pabst, com Die Büchse der Pandora, filma o carácter subversivo do amor louco, explorando o potencial erótico de Louise Brooks, transformando-a num mito e na eterna diva da historia do cinema.

Depois deste filme o expressionismo alemão deixará de ser mudo e a Alemanha, numa situação de miséria extrema e de desemprego, é campo fértil para discursos messiânicos que o inconsciente dos alemães desesperados amplifica. Rapidamente o nazismo impõe a sua força bruta.

A Boceta de Pandora (Die Büchse der Pandora)

Realização: Georg Wilhelm Pabst
Ano: 1929
Pais: Alemanha
Duração: 181 minutos

Ficha Artistica
Louise Brooks - Lulu
Fritz Kortner - Dr. Peter Schön
Francis Lederer - Alwa Schön
Carl Goetz - Schigolch
Krafft-Raschig - Rodrigo Quast
Alice Roberts - Countess Anna Geschwitz
Gustav Diessl - Jack the
Ripper

Fundação José Saramago

José Saramago terminou um novo livro. Chama-se A viagem do elefante.


Queridas amigas, queridos amigos,


Escrevê-lo não foi um passeio ao campo: Saramago lançou-se a esta tarefa quando estava incubando uma doença que tardou meses a deixar-se identificar e que acabou por manifestar-se com uma virulência tal que nos fez temer pela sua vida. Ele próprio, no hospital, chegou a duvidar que pudesse terminar o livro. Não obstante, sete meses depois, Saramago, restabelecido e com novas energias, pôs o ponto final numa narração que a ele não lhe parece romance, mas conto, o qual descreve a viagem, ao mesmo tempo épica, prosaica e jovial, de um elefante asiático chamado Salomão, que, no século XVI, por alguns caprichos reais e absurdos desígnios teve de percorrer mais de metade da Europa.
ler mais em http://blog.josesaramago.org/

Garvin Turk - Exhibition


http://expoturk.aeroplastics.net/


De 20 de Setembro a 8 de Novembro, em Londres, para quem puder, não perca!!
Entretanto, não deixem de visitar o site aqui referido. Brinquem, experimentem e divirtam-se!! ;-)
Se quiserem, e como sempre, deixem depois aqui os vossos comentários.

O PÁTIO DE SALAZAR


O mítico filme "Pátio das Cantigas", obra maior dos tempos gloriosos do Cinema Português, contém uma polémica cena de propaganda que causa alguma estranheza no desenrolar do filme. Num pacato pátio irrompe uma guerra campal em pleno arraial de Stº António. As leves tensões passionais e do carácter dos personagens, num crescente redentor, atingem um ponto alto nesta cena, onde para proteger as crianças, no auge da batalha, o regenerado canalizador alcoólico (Vasco Santana) coloca-as a salvo no eléctrico com o nome do ditador, até tudo voltar à pacatez habitual no dia seguinte. Distantes do resto do mundo em guerra - II GUERRA MUNDIAL.



"Pátio das Cantigas" (1942)

Realização: Francisco Ribeiro/Ribeirinho. Produção: António Lopes Ribeiro. Argumento: António Lopes Ribeiro, Vasco Santana, Francisco Ribeiro/Ribeirinho. Fotografia: J. César de Sá.
Elenco: António Vilar, Maria das Neves, Vasco Santana, Francisco Ribeiro/Ribeirinho, António Silva, Laura Alves.

Agenda Gourmet - "História da Gastronomia"



Até agora ainda não tínhamos iniciado na nossa Agenda a secção "Gourmet", embora tenha estado sempre disponível a todos para uma contribuição.

Para tal, nada melhor do que iniciar esta secção, através deste video que aqui vos deixo, a "História da Gastronomia". ;-)

A Culpa dos Pais (I Bambini ci Guardano, 1942)

Na definição do próprio diretor Vittorio de Sica, este foi seu primeiro filme realmente autoral, no qual afastou-se do Cinema puramente comercial e começou a mostrar "a realidade", motivação principal que conduziu ele e outros diretores e escritores a criar o que se convencionaria chamar de neo-realismo.

Não podemos considerar "I Bambini ci Guardano" um filme plenamente neorealista, uma vez que a realidade que se pretende mostrar é muito menos social e mais familiar do que o de outros filmes posteriores. Entretanto, a forma sensível e simples de se abordar o tema, capaz de emocionar o espectador, são típicas do movimento que se iniciava.

Como em "Vítimas da Tormenta" ("Sciusciá") e, em menor escala, em "Ladrões de Bicicleta", os acontecimentos nos são mostrados pelo olhar da criança. A diferença aqui é que seus sofrimentos não são diretamente relacionados à pobreza, ao desemprego, à violência mas, de um modo mais intimista, ao distanciamento entre pai e mãe, que levam diretamente à dilaceração da família e à perda da inocência da criança.

O menino Pricó é um retrato perfeito do desamparo, mal conseguindo entender o que está acontecendo, o que torna seu sofrimento ainda mais comovente.

Os mais sensíveis certamente precisarão de lenços perto do final. O pai de Pricó, destroçado emocionalmente pela esposa que o havia traído e abandonado o lar, sabia não ter condições de cuidar do menino e, humilhado, resolve se matar. Antes, leva o menino a um internato. Pricó chora e corre atrás do pai que se vai. Ele sabe que não mais o verá.
in http://alexandrecataldo.multiply.com/reviews/item/91


John R. Pepper - "Rome 1969" - Fotografia

ladri di bicicleta, 1969, gelatin silver print, 50 x 60 cm, Ed. 3 ex.

I bambini ci guardano, 1969, gelatin silver print, 50 x 60 cm, Ed. 3 ex.

Rome 1969
Photographs by John R. Pepper

The photographs of John Pepper have a rare capacity to speak to us from silent moments, as though they were returning memories from our earlier lives. In part, the universal appeal of Italy's post-war films, art and literature make the men, women and children in Pepper's photographs close and familiar to us. One after another they appear, in their shadows and silences, emerging from a single, immense human tapestry. The child's face next to the woman eating spun sugar candy (The Children are Watching Us) has the wide-eyed wonder and innocence of Giulietta Messina in Fellini's La Strada or Nights of Cabiria. The old woman holding the ladder (Rossi's Christ Stopped at Eboli) seems to wait for us to return to a lost home or childhood-captured in Obsession, the photograph of boys running in the dark.

We have known these people in passing, yet now they have returned in these black and white photographs. They wait for us to look once more, and for the first time. deep within their shadows and silences, with hidden meanings in our attempts to order and understand our lives.


Cristo si e fermato a Eboli, 1969, gelatin silver print, 50 x 60 cm, Ed. 3 ex

Born in Rome of American parents, John Pepper was educated in the United States and lives in Paris and New York. He was trained as a photographer by Ugo Mulas and his father, Curtis Bill Pepper. But it was at his parents' dinner table that he learned the most, listening to such photographers as Cartier-Bresson, Sam Shaw, John Ross, as they made their way through the family home in the 1960s and 70s. In Pepper's work as a photographer, filmmaker, painter and theater director, the recurring theme is people, and their nature.

ossessione, 1969, gelatin silver print, 50 x 60 cm, Ed. 3 ex.



John R. Pepper

Rome 1969


PHOTO4 Paris
18th September – 25th October, 2008

Rue Bonaparte, Paris
contact@photo4.fr www.photo4.fr
Tues-Sat 2 - 7 pm